Justiça do Egito condena jornalistas à pena de morte por vazamento de documentos

egipciosRedação Portal IMPRENSA

A Justiça do Egito condenou três jornalistas à pena de morte, por considerar que eles teriam colocado a segurança nacional em risco, depois de vazarem documentos secretos para o Catar. Dois deles, Alaa Omar Mohammed e Ibrahim Mohammed Hilal, trabalham na TV Al Jazeera. O terceiro é Asmaa al-Khateib, da agência de notícias Rassd.

De acordo com a Reuters, além dos jornalistas, também receberam a mesma sentença o produtor de documentários, Ahmed Afify, o comissário de bordo da EgyptAir, Mohammed Keilany, e o acadêmico, Ahmed Ismali.
A Justiça do Egito condenou ainda o ex-presidente Mohamed Mursi a uma pena de prisão perpétua, por espionagem e vazamento de segredos de Estado. Ele já havia sido condenado em outros três casos, incluindo a pena de morte por uma fuga em massa de um presídio e prisão perpétua por espionagem e ligação com o Hamas.
A sentença dos profissionais já havia sido definida pela Justiça do Egito em maio, mas precisava ser aprovada pelo grande Mufti, a autoridade máxima do país. Todos os réus ainda podem recorrer da decisão ao Tribunal Egípcio de Cassação.
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Lile Corrêa

Jornalista, Radialista e Recordista Bi-Mundial incluso no Guinness Book