Projeto de combate à desinformação nas eleições inicia atividades

projeto Comprova começa nesta segunda-feira suas operações de combate à desinformação e a conteúdos enganosos na internet durante a campanha eleitoral. Por meio de um número de WhatsApp – (11) 97795-0022 -, o público poderá denunciar conteúdos suspeitos ou falsos relacionados às eleições.

Coordenada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a coalizão reúne 24 organizações de mídia de todo o Brasil, a partir de uma iniciativa do First Draft, um projeto do Centro Shorenstein da Harvard Kennedy School.

As equipes do Comprova vão checar textos, imagens e áudios sem origem definida. Não haverá verificação de declarações dadas por candidatos, pois isso não se enquadra no escopo do projeto.

O objetivo dessa iniciativa é engajar eleitores no combate à desinformação durante a campanha e limitar a circulação de boatos infundados de teor eleitoral no WhatsApp e em outras redes. Os interessados serão encorajados a compartilhar a informação checada com seus contatos de WhatsApp. A coalizão do Comprova vai checar o maior número possível de questionamentos, dando prioridade a conteúdos que se tornaram virais ou têm o potencial de desinformar uma grande parte do eleitorado.

Os interessados devem salvar o número (11) 97795-0022 na lista de contatos de seu celular e então enviar uma mensagem com o pedido de checagem. Todos os conteúdos verificados pelo projeto estarão disponíveis no site projetocomprova.com.br em formato de ficha técnica. O material terá licença Creative Commons, ou seja, poderá ser republicado por qualquer veículo interessado, desde que haja atribuição ao Comprova e o conteúdo não seja alterado.

A utilização do WhatsApp como ferramenta para um projeto eleitoral é uma novidade para o First Draft, que já liderou o CrossCheck, seu projeto premiado com foco nas eleições francesas de 2017, e atuou em parceria com agências de verificação de fatos durante as eleições britânicas e alemãs.

Pesquisadores da Harvard Kennedy School investigarão os padrões de circulação de conteúdo enganoso. As descobertas ajudarão a informar a imprensa sobre as melhores práticas para combater a desinformação.

Para Daniel Bramatti, presidente da Abraji, abrir um canal de participação de usuários do WhatsApp é uma iniciativa que reforça e amplia o caráter colaborativo do projeto. “Como o WhatsApp não é uma rede aberta e seu conteúdo é criptografado, só com a ajuda dos usuários poderemos responder ao conteúdo enganoso que circula na plataforma”, observou.

Com cerca de 120 milhões de brasileiros usando o WhatsApp, essa é a principal plataforma de comunicação para a maioria das pessoas no país. Assim, todo tipo de informação flui pela plataforma, incluindo a desinformação”, disse Claire Wardle, que lidera o First Draft no Centro Shorenstein da Harvard Kennedy School. “O Comprova nos dá uma oportunidade real de entender o papel do WhatsApp no ​​Brasil, especialmente sobre como os eleitores o usam durante uma campanha eleitoral”, acrescentou.

O objetivo do projeto é identificar e minar técnicas sofisticadas de manipulação e amplificação online. O fluxo de trabalho foi projetado para incentivar a investigação colaborativa entre redações, que poderão continuar após as eleições. O site do Comprova é otimizado para dispositivos móveis, e os desmentidos foram formatados para ser facilmente compartilhados e consumidos em plataformas sociais, incluindo o WhatsApp. Nem todas as questões enviadas pelo WhatsApp serão respondidas, mas os jornalistas se esforçarão para atender o máximo de solicitações.

O site, mecanismo que alimenta o elemento colaborativo do Comprova, tem um sistema de gerenciamento de conteúdo proprietário desenhado especificamente para este projeto, e será usado em futuros projetos eleitorais em todo o mundo.

Nenhum conteúdo poderá ser publicado até que três diferentes redações concordem com as etapas de verificação anexadas ao relatório sobre uma informação avaliada, em um processo conhecido como “crosscheck”.

O público poderá acessar esses relatórios em uma central no site do Comprova, projetada para tornar mais fácil para as pessoas compartilharem as informações produzidas pelas redações participantes, seja pelo Facebook, Twitter ou WhatsApp. Parceiros individuais também produzirão relatórios mais longos em seus próprios sites.

As organizações de mídia envolvidas no Comprova são: AFP, Band News, Band TV, Canal Futura, Correio do Povo, Exame, Folha de S.Paulo, GaúchaZH, Gazeta Online, Gazeta do Povo, Jornal do Commercio, Metro Brasil, Nexo Jornal, Nova Escola, NSC Comunicação, O Estado de S.Paulo, O Povo, Poder360, Rádio Band News FM, Rádio Bandeirantes, Revista Piauí, SBT, UOL e Veja.

O Comprova conta com o apoio do Projor, entidade que trabalha para fortalecer o jornalismo no Brasil. A Google News Initiative e o Projeto de Jornalismo do Facebook ajudaram a financiar o projeto, e ambas as empresas estão fornecendo suporte técnico e treinamento para as equipes envolvidas.

Parceiros Institucionais incluem a Abraji, a ANJ (Associação Nacional de Jornais no Brasil), o escritório do Centro David Rockefeller para Estudos Latino-Americanos da Universidade de Harvard, o Projor, a agência Aos Fatos, a FAAP, e a RBMDF Advogados. Os parceiros de tecnologia incluem CrowdTangle, NewsWhip, Torabit, Twitter e WhatsApp.

Sobre o First Draft 

O First Draft é um projeto do Centro Shorenstein para Mídia, Política e Políticas Públicas, da Escola de Governo John F. Kennedy, na Universidade Harvard. O projeto usa métodos baseados em pesquisas para combater desinformação online e fornece aconselhamento prático e ético sobre como encontrar, verificar e publicar conteúdo originário da internet social.

MAIS INFORMAÇÕES: 

WhatsApp: (11) 97795-0022

Site: projetocomprova.com.br

Facebook: facebook.com/ComprovaBR

Twitter: twitter.com/comprova

YouTube: youtube.com/comprova

ASSESSORIA DE IMPRENSA: 

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Nadia Andrade ([email protected]) – Tel: +55 (11) 4783-7989 / 99969-4899

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Lile Corrêa

Jornalista, Radialista e Recordista Bi-Mundial incluso no Guinness Book