Repórter tem pé atingido por bala de fuzil no réveillon

A jornalista Márcia Mendel, de 37 anos, foi atingida no pé por uma bala de fuzil quando brindava a passagem de ano com a família no terraço de sua cobertura na Rua Marquês de Abrantes, no Flamengo, na Zona Sul do Rio. Na hora, ela sentiu muita dor e até pensou que tinha se ferido com algum caco de vidro, restos de fogos de artifício ou estilhaço de bala. O marido, que é médico, improvisou um curativo e estancou o sangue. No dia seguinte, com o pé inchado e mancando, Márcia foi em busca de atendimento no Hospital Copa D’or, em Copacabana, de onde foi dispensada após receber uma sutura. No dia 2, como as dores persistiam, procurou uma nova emergência, no Rio Laranjeiras, onde um raio-x mostrou que havia uma bala de fuzil alojada em seu pé.

— Foi um grande susto. O primeiro de 2018. Mas só tenho a agradecer porque na hora da virada as crianças não estavam no terraço e nada aconteceu com nenhuma delas — comentou Márcia, que este ano decidiu comemorar o réveillon em casa porque queria um ambiente mais tranquilo e seguro para seus dois filhos, um menina de 2,8 anos e um menino de seis meses — Vejam só, a gente busca segurança, mas não está seguro nem em casa — disse.

— No Copa D’or, o médico não pediu Raio X, disse que o pé estava inchado por causa do trauma. No segundo hospital, eu já cheguei dizendo que queria uma radiografia. Quando saiu a radiografia, vimos que tinha uma bala inteira dentro do meu pé. Fiquei impressionada, porque achei que poderia ser só um estilhaço — afirmou ela, que, com exame de imagem em mãos retornou ao Copa D’or, onde foi submetida a uma cirurgia na segunda-fer.

Nesta terça-feira, a jornalista passou o dia dando entrevistas e atendendo a telefonemas de amigos e parentes, preocupados. Ela soube, pelos sites de notícias, que tratava-se de uma bala calibre 762, usada em fuzis como o de modelo AK-47- arma de guerra de uso exclusivo das Forças Armadas. Segundo Márcia, os médicos recomendaram que ela fique de repouso por dez dias, sem pisar no chão, mas o acidente não vai deixar sequelas.

— Eu guardei a bala. Ainda estou impressionada. Pode ter sido de uma disparada para comemorar a virada. Na vizinhanças do meu prédio tem uma comunidade, do Morro Azul. Ainda não sei o que faremos. No começo, eu e meu marido pensamos nos mudar, mas ainda estamos avaliando — disse — Fiquei hoje no hospital porque fiz uma cirurgia e os médicos acharam melhor eu ficar em observação — completou.

A Polícia Civil informou que as investigações já estão em andamento, e o caso foi registrado na 9ª DP (Catete), que abriu inquérito.

Em nota, a Rede D’Or informou que “a paciente foi submetida a cirurgia, e está sendo acompanhada pela equipe médica do hospital.” Ainda segundo a Rede D’Or, “ o primeiro atendimento médico encontra-se em avaliação pela direção da unidade.”

Informações de O Globo

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Lile Corrêa

Jornalista, Radialista e Recordista Bi-Mundial incluso no Guinness Book