Clube de Imprensa

01 de Abril – Dia da Abolição da Escravidão dos Índios, Dia Internacional da Diversão no Trabalho e São Ludovico Pavoni

    O Dia 1 de abril foi instituído o Dia da Abolição da Escravidão Indígena. Vítimas de trabalho forçado, violência e perda de liberdade, os negros não foram os únicos escravizados na época da colonização do Brasil. Os indígenas também sofreram com a escravidão. O fim da escravidão indígena ocorreu em dois momentos. Em 1755, com uma lei válida apenas para o Estado Grão-Pará e Maranhão e em 1758, quando a lei foi estendida para todo o país.

O Dia Internacional da Diversão no Trabalho festeja-se com alegria no dia 1 de abril.

Todos os anos, desde 1996, que se comemora o Dia Internacional da Diversão no Trabalho no dia 1 de abril, Dia das Mentiras, ou então na quinta-feira seguinte, quando o dia 1 calha ao fim de semana.

O objetivo do dia é lembrar que o trabalho também deve ser divertido, e não apenas uma preocupação constante. Para evitar o stress e para incentivar a alegria no trabalho foi criada esta divertida data, onde vale de tudo um pouco, para tornar o ambiente de trabalho mais descontraído e amigável. Só não vale usar humor sarcástico ou ofensivo.

Sugestões de atividades

  • Fazer atividades de grupo
  • Ver vídeos engraçados na internet
  • Celebrar as conquistas publicamente, mesmo que pequenas
  • Dar feedback positivo
  • Usar roupa engraçada
  • Enviar emails engraçados
  • Escrever frases engraçadas ou calinadas dos colaboradores no mural da empresa
  • Fazer trabalho voluntário
  • Pregar pequenas mentiras/partidas aos colegas

Vantagens do humor e da diversão no trabalho

  • Aumenta a produtividade
  • Estimula a camaradagem e os relacionamentos
  • Melhora o trabalho em equipa
  • Aperfeiçoa a comunicação
  • Incrementa o gosto pelo trabalho, empresa, colegas e superiores
  • Diminui os conflitos
  • Reduz o stress

A conscientização sobre autismo é o primeiro passo para construirmos uma sociedade mais compreensiva e acolhedora.

As campanhas de conscientização tornam colorido o calendário da saúde de janeiro a dezembro. As datas estabelecidas têm o objetivo de combater o preconceito e despertar o interesse da população pelo assunto. Desde 2008, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o mês de abril é marcado pela cor azul com a intenção de dar visibilidade ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas são autistas no mundo. Além disso, o autismo atinge 1 em cada 6 crianças, com maior incidência entre os meninos. No Brasil, estima-se que existam em torno de 2 milhões de pessoas com diagnóstico positivo para o transtorno que geralmente é identificado entre os 2 anos e meio a 3 anos de idade.

Diante disto, nota-se a importância da legislação na garantia de práticas que buscam incluir o autista de forma justa e igualitária nos espaços sociais. Atualmente, no contexto legal brasileiro, os autistas possuem direitos e garantias regulamentados.

Um passo importante na legislação brasileira foi a Lei Federal n° 12.764/2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos direitos da pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Abril Verde destaca a prevenção de acidentes de trabalho
Abril Verde

Durante o mês de abril, órgãos públicos e instituições engajadas nas questões relativas aos acidentes de trabalho aderem à campanha Abril Verde, uma forma de promover a conscientização sobre a importância da segurança e da saúde do trabalhador brasileiro. O mês de abril foi escolhido porque o dia 28 é dedicado à memória das vítimas de acidentes e de doenças do trabalho.

O objetivo da campanha é alertar a população de que acidentes de trabalho não ocorrem por acaso, mas por descaso. Três grandes tragédias recentes que se enquadram como acidentes de trabalho são exemplos: o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), o incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo no Rio de Janeiro (RJ), que provocou a morte de dez atletas, e o acidente de helicóptero que vitimou o jornalista Ricardo Boechat em São Paulo (SP). O papel das autoridades trabalhistas neste momento é fazer tudo o que for possível para mudar o cenário em que o acidente parece ser inerente ao trabalho.

São Ludovico Pavoni doou-se total e concretamente pelo jovens

Origens
Ludovico Pavoni nasceu em Bréscia (Itália), no dia 11 de setembro de 1784. Primeiro de cinco filhos, ele viveu em um tempo de mudanças políticas e sociais: a Revolução Francesa (1789), a Revolução Jacobina (1797), a dominação napoleônica com suas diversas denominações e, enfim, desde 1814, a dominação austríaca.

Política do amor aos jovens pobres
A política de Ludovico Pavoni, ordenado padre em 1807, foi sempre e unicamente a do amor. Renunciando à fáceis perspectivas de carreira eclesiástica, soube doar- se com generosa criatividade a quem tinha mais necessidade: os jovens, e entre esses os mais pobres. Para eles, abriu seu Oratório em 1812.

Empenho catequético
Dedicava-se, ao mesmo tempo, como notará o bispo, a ajudar os párocos, instruindo, catequizando com homilias, catecismos e com retiros, fazendo grande bem à juventude, especialmente à mais pobre que tem maior necessidade.

São Ludovico Pavoni e o Instituto de São Barnabé

Encargos e fundação
Aos 34 anos, foi nomeado cônego da Catedral e lhe foi confiada a reitoria da basílica de São Barnabé. Percebendo, no entanto, que muitos oratorianos, sobretudo os pobres, fraquejavam e se desviavam do bom caminho ao se inserirem no mundo do trabalho, que, infelizmente, não garantia um ambiente moral e cristão sadio, Ludovico Pavoni decidiu fundar um Instituto beneficente ou Colégio de Artes onde, pelo menos, os órfãos ou os descuidados pelos próprios pais fossem acolhidos, gratuitamente mantidos e educados de forma cristã. Ludovico sonhava habilitar os jovens para o desempenho de alguma profissão. Com o objetivo de formá-los, ao mesmo tempo, afeiçoados à religião, úteis à sociedade e ao Estado. Nasceu, assim, o Instituto de São Barnabé.

Oficinas de salvação
Entre as artes, a mais importante foi a tipografia, querida por padre Pavoni como “Escola Tipográfica” que pode ser considerada a primeira Escola gráfica da Itália e que logo se torna uma verdadeira Editora. Com o passar dos anos, multiplicaram-se os ofícios ensinados em São Barnabé. Em 1831, padre Pavoni enumera oito oficinas existentes: tipografia e calcografia, encadernação, livraria, ourivesaria, serralheria, carpintaria, tornearia e sapataria.

Seguindo a inspiração
O Instituto de São Barnabé reunia, pela primeira vez, o aspecto educativo, o assistencial e o profissional, mas a marca mais profunda, a ideia característica do novo Instituto era que os meninos pobres, abandonados pelos pais e parentes mais próximos, aí encontrassem tudo o que tinham perdido: não somente um pão, uma roupa e uma educação nas letras e artes, mas o pai e a mãe, a família de que a desventura os privou, e com o pai, a mãe, a família, tudo o que um pobre podia receber e gozar.

Condecorado Cavaleiro da Coroa Férrea

Além do esperado…
Padre Pavoni pensou também nos camponeses e projetou uma Escola Agrícola. Em 1841, acolhe também deficientes auditivos. Em 3 de junho de 1844, foi condecorado pelo imperador com o título de Cavaleiro da Coroa Férrea.

Cuidados Extendidos 
Para sustentar e dar continuidade ao Instituto, Ludovico Pavoni cultivava há muito, a ideia de formar com seus jovens mais fervorosos uma regular Congregação. Consistia na unidade com os vínculos da caridade cristã e fundamentada nas virtudes evangélicas. Além da dedicação inteiramente ao acolhimento e à educação dos filhinhos abandonados e se disponha a estender gratuitamente seus cuidados também em favor da tão recomendada Casa da Indústria, prejudicada com a falta de mestres competentes nas artes.

Aprovação
Obtido o Decreto da finalidade da Congregação, por parte do Papa Gregório XVI, em 1843, alcançou finalmente a aprovação imperial, com a criação da Congregação dos Filhos de Maria Imaculada.

A Congregação dos Filhos de Maria Imaculada

Os Pavonianos
Quanto à marca da nova família religiosa, os contemporâneos reconhecem-lhe a originalidade e a novidade. Devendo a mesma compor-se de religiosos sacerdotes para a direção espiritual, disciplinar e administrativa da obra e de religiosos leigos para a condução das oficinas e a educação dos jovens. Surge assim a nova imagem do religioso trabalhador e educador: o irmão coadjutor pavoniano, inserido diretamente na missão específica da Congregação, com paridade de direitos e de deveres com os sacerdotes.

Morte no Domingo de Ramos
Com a saúde comprometida, Ludovico a teve agravada e, na madrugada de 1º de abril, domingo de Ramos, morreu.

Santidade
Na beatificação de Ludovico Pavoni, sancionada pelo Papa Pio XII, o Pontífice fala sobre a heroicidade das virtudes no qual é chamado de um outro Felipe Neri, precursor de São João Bosco, “rival” perfeito de São José Cottolengo.

Minha oração
“A sede pela salvação das almas habitava o coração de São Ludovico Pavoni. ‘Senhor, que meu coração seja incendiado pelo ardor evangelizador. Dá-me o Teu Espírito Santo com cada um dos seus dons. Amém’.”

São Ludovico Pavoni, rogai por nós!


Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 1º de abril

  • Santos mártires Venâncio, bispo e companheiros AnastásioAmaroPaulinianoTélioAstérioSeptímio, Antioquiano e Gaiano, que a Igreja venera na mesma festividade. († s. III/IV)
  • Santas Ágape e Quiónia, virgens e mártires que, foram entregues ao governador Dulcécio e condenadas à fogueira. († 304)
  • Santa Maria Egipcíaca,  pecadora de Alexandria que pela intercessão da Virgem Maria, converteu-se a Deus na Cidade Santa e se consagrou a uma vida penitente e solitária além do Jordão, na Palestina († s. V)
  • São Valérico, presbítero, que atraiu muitos companheiros à vida eremítica na França († s. VII)
  • São Celso, bispo de Armagh, que promoveu diligentemente a renovação da Igreja na Irlanda († 1129)
  • Santo Hugo, bispo, que durante quase cinquenta anos dirigiu a Igreja com o seu admirável exemplo de caridade na França († 1132)
  • Beato Hugo, abade, cuja caridade e prudência promoveu a conciliação entre o Papa Alexandre III e o imperador Frederico I na França († 1194)
  • São Gilberto, bispo, que construiu em Dornoch a igreja catedral e fundou hospícios para os pobres na Escócia. († c. 1245)
  • Beato João Bretton, mártir, pai de família, que, no reinado de Isabel I, foi várias vezes incriminado pela sua perseverante fidelidade à Igreja Romana († 1598)
  • Beato Carlos de Áustria (Carlos I de Habsburgo), que contribuiu diligentemente, pela sua condição régia, para o fortalecimento do reino de Deus, em Portugal († 1922)
  • Beatos Anacleto González Flores (José), Jorge Raimundo Vargas González, Luís Padilla Gómez (José Dionísio), e Raimundo Vicente Vargas González, mártires, no México († 1927)

Fontes:

  • vaticannews.va
  • Martirológio Romano
  • Livro “Santos de cada dia” – José Leite, SJ [Editorial A.O. Braga, 2003]
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aqui [Cléofas 2007]

– Pesquisa: Cristian da Silva – jovem, filho de membros da Comunidade Canção Nova
– Produção e edição: Fernando Fantini – Comunidade Canção Nova