Clube de Imprensa

05 de Março – Dia do Filatelista, Dia Mundial da Eficiência Energética e São João José da Cruz

O Dia do Filatelista Brasileiro é comemorado no dia 5 de março.

No Brasil, esta data que homenageia as pessoas com o hábito de colecionar selos começou a ser celebrada em 1969.

A filatelia é uma atividade cultural que atrai apaixonados por selos, especialmente os selos raros. Esse é o hobby de mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo.

História da Filatelia no Brasil

O nosso país foi o segundo a emitir selos; o primeiro foi a Inglaterra, em 1840. O primeiro selo emitido em território brasileiro, o que aconteceu no dia 1 de agosto de 1843, chamou-se “Olho de Boi”.

Em 1886 a primeira entidade de filatelia do Brasil foi fundada no Rio de Janeiro.

Anos mais tarde, começaram a ser emitidos os primeiros selos comemorativos. O primeiro deles tinha como tema os 400 anos do Descobrimento do Brasil. Na verdade, foi uma série composta por quatro selos emitidos em 1 de janeiro de 1900.

Série comemorativa de selos - 4.º centenário do descobrimento do Brasil
Selos comemorativos do 4º Centenário do Descobrimento do Brasil

Dentre tantos feitos importantes na história da filatelia brasileira, em 1974 a emissão do primeiro selo do mundo em braille foi um grande marco. Mais um orgulho para o nosso país!

Em 1973 é fundada a FEBRAF –  Federação Brasileira de Filatelia. E para encerrar essa década, em 1979 foi realizada no Rio de janeiro a BRASILIANA, a primeira exposição internacional de filatelia no Brasil.

O ano era 2005. Na ocasião, a revista cultural Viva Música propôs a criação de um dia em homenagem à música clássica no Brasil. De acordo com a editora da publicação, Heloisa Fischer, tudo começou com uma constatação: ao contrário de outros gêneros, a música clássica não tinha um dia nacional de celebração.

“A ideia de propor esse dia nasceu de uma constatação nossa lá do Viva Música. Meu sócio, Luiz Alfredo Morais, que me chamou atenção. Ele disse: ‘Por que não tem o dia da música clássica?’ e eu falei: ‘Eu acho que não tem, porque o pessoal ainda não pensou nisso, vamos propor então.’ E foi assim que nasceu a ideia”, relata.

 

Neste 5 de março, é celebrado o Dia da Integração Cooperativista, que comemora a visão das cooperativas de diversos setores, e a intenção de promover o conceito de pertencimento de seus associados. A Integração Cooperativista institui, por meio do trabalho coletivo, a ideia de crescimento conjunto, orgânico e sustentável, com políticas próprias, metas alcançáveis e integração social.

Neste 5 de março, as Nações Unidas marcam pela primeira vez o Dia Internacional do Desarmamento e Conscientização sobre a Não-Proliferação. A data busca promover a conscientização e compreensão das questões de desarmamento, especialmente os jovens.

A resolução para criação da celebração foi adotada em dezembro de 2022, reafirmando o papel da ONU no desarmamento e o compromisso dos Estados-membros em fortalecer esse princípio.

A 1ª Conferência Internacional realizada na Áustria em 1998, onde mais de 350 especialistas e líderes de 50 países se reuniram para discutir estratégias para enfrentar a crise energética e possíveis soluções, reforçou a importância dessa data e do avanço de um desenvolvimento eficiente.
No Brasil, a preocupação com a eficiência energética surgiu com mais vigor após a crise do petróleo, nos anos 1970, em um parque consumidor com potencial para a redução de perdas e desperdícios.

São João José da Cruz: “Tudo o que Deus permite, permite para o nosso bem”

Origens
Carlos Caetano Calosinto é seu nome de batismo. Ele é natural da Ilha de Isca, na Itália. Desde criança, em casa, tinha devoção a Maria. Ao longo da vida, sempre invocava a Nossa Senhora, pedindo conselhos e conforto nas situações mais difíceis. Nasceu em família rica e religiosa. Estudou com os agostinianos, para que sua formação religiosa fosse mais completa. Ali, o pequeno apaixonou-se por Jesus. E ouviu a sua voz de Jesus, que o chamava para dedicar toda a sua vida a Ele.

Vocação ao despojamento
Com apenas 16 anos, o jovem entrou para o convento de Santa Luzia no Monte, em Nápoles, onde mudou seu nome para João José da Cruz, no dia da sua profissão religiosa, aos 17 anos. Viveu entre os Frades Menores Descalços da Reforma de São Pedro de Alcântara, conhecidos como Alcantarinos.

Devoção particular a Nossa Senhora
Maria, como mãe carinhosa e fiel, o cobria de carinho e, às vezes, até lhe permitia fazer prodígios. Como Superior dos Alcantarinos, sempre manteve uma pequena imagem de Maria em sua escrivaninha, a qual contemplava e à qual se dirigia, em oração, antes de qualquer decisão ou pronunciamento. “Ele não sabia viver sem ela”, dizem seus biógrafos e muitos testemunhos dos frades, aos quais recomendava prestar homenagem a Ela, pois d’Ela “receberiam consolação, ajuda e luz para resolver os problemas”. O frade confidenciou suas últimas palavras sobre Maria, no leito de morte – 5 de março de 1734 – ao irmão que o assistia: “Recomendo-lhe Nossa Senhora”: esse pode ser considerado seu testamento espiritual.

“Tudo o que Deus permite, permite para o nosso bem.” (São João José da Cruz)

Amor à pobreza
O frade sabia imitar a Irmã Pobreza com perfeição, ia à busca dos pobres, não apenas nas esquinas das ruas, mas também nas favelas e casebres. Durante toda a sua vida teve apenas um hábito, que, com o tempo, ficou todo remendado. Por isso, recebeu o apelido de “frade dos cem remendos”.

Fiel a São Pedro Alcântara
João José foi escolhido para fundar um novo mosteiro em Piedimonte. Ali, construiu também um pequeno eremitério, que ainda hoje é meta de peregrinações, chamado “A Solidão”. Durante a sua vida, teve de assistir a divisão entre os Alcantarinos da Espanha e os da Itália. Desses últimos, tornou-se Provincial e, como tal, trabalhou por vinte anos até conseguir reunir novamente a família. Foi alvo de tantas críticas injustas e até calúnias, às quais respondeu fazendo o voto de silêncio. Teve, entre outros, o mérito de restaurar a disciplina religiosa em muitos conventos da região napolitana, sempre muito fiel ao seu fundador dentro da família franciscana.

Santificou-se levando outros a santidade
Morreu em 5 de março 1734, portanto, com 80 anos. João José da Cruz foi canonizado por Gregório XVI, em 1839, junto com Francisco de Jerônimo e Afonso Maria de Liguori, que o conheceram durante a sua vida e lhe pediram conselhos.

“Recomendo-lhe Nossa Senhora.” – São João José da Cruz

Vida Extraordinária
Ele foi rodeado de fenômenos místicos que denotam o sopro particular da graça em sua vida: bilocações, profecias, perscrutar corações, levitações, curas milagrosas e até uma ressurreição. Havia nele dons carismáticos incríveis, mas a sua santidade e testemunho de vida no ordinário falavam mais alto que tudo isso.

Oração oficial ao santo
São João José da Cruz obtém-nos a sua alegria e serenidade nas doenças, como também nas provações, embora saibamos que o sofrimento é um grande dom de Deus, que deve ser oferecido com pureza ao Pai, sem ser perturbado pelas nossas reclamações. Seguindo o seu exemplo, queremos suportar tudo com paciência, sem fazer pesar nossas dores sobre os outros. Pedimos ao Senhor a força; e a Ele agradeçamos, não apenas quando nos proporciona alegria, mas também quando nos permite doenças e as diversas provações.

Minha oração
“Oh querido frade, ensinai-nos a viver em santidade e em pobreza de coração. Com a vossa intercessão, envia-nos um espírito de fidelidade e amor a Jesus, para que assim possamos caminhar rumo à santidade de vida. Faz de nós imitadores da Sabedoria e repletos de bons conselhos para os nossos irmãos e irmãs. Amém!”

São João José da Cruz, rogai por nós!


Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 05  de março:

  • São Teófilo, bispo de Cesareia, na Palestina [† 195]
  • São Cónon, mártir, na Turquia [† c. 250]
  • São Lúcio, Papa [† 254]
  • São Focas, mártir na Turquia [† c.s. IV]
  • Santo Adrião, mártir na Palestina [† 309]
  • São Gerásimo, anacoreta, praticou grandes obras de penitência, oferecendo direção aos que o procuravam, na Palestina [† 475]
  • São Kierano ou Cirano, bispo e abade na Irlanda [† 530]
  • São Virgílio, bispo, na França [† c. 618]
  • Beato Cristóvão Macassóli, presbítero da Ordem dos Menores, insigne pela sua pregação e pela caridade para com os pobres na Itália [† 1485]
  • Beato Jeremias de Valáchia (João Kostistik), religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos [† 1625]

Fontes:

  • vaticannews.va
  • Martirológio Romano
  • Liturgia das Horas
  • Santos franciscanos – franciscanos.org.br
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aqui [Cléofas 2007]

Pesquisa: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova
Produção e edição: Fernando Fantini – Comunidade Canção Nova

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