Clube de Imprensa

07 de Março – Dia do Paleontólogo e Fuzileiro Naval; Dia das Santas Perpétua e Felicidade

O Dia do Paleontólogo foi estabelecido em 7 de março, data da fundação da Sociedade Brasileira de Paleontologia, ocorrida no ano de 1958.

O governo do estado de São Paulo também estabeleceu o dia do Paleontólogo em 15 de junho, através da Lei nº 2.818, de 30 de abril de 1981. No entanto, esta data não é aceita pelos paleontologistas.

Os paleontólogos são os cientistas que se dedicam a estudar fósseis de animais e seres humanos, fazendo com que tenhamos mais conhecimento sobre os seres que já viveram na Terra no passado.

Mas, ao contrário do que possa parecer, o paleontólogo não trabalha somente em escavações. A pesquisa em laboratório e a análise dos resultados é fundamental nesta carreira.

Paleontologia

A Paleontologia, como ciência, foi estabelecida no século XIX pelo francês Charles Cuvier. No entanto, desde a Antiguidade os estudiosos já observavam restos de animais e conchas nas rochas marinhas.

Desde então, a Paleontologia tem crescido e se popularizado através de museus e filmes de ficção-científica.

No Brasil, não existe uma graduação específica para a Paleontologia e o estudante tem que cursar Geologia ou Biologia, para depois se especializar neste campo.

O Dia do Fuzileiro Naval é comemorado em 7 de março no Brasil.

A criação desta data é uma homenagem à chegada da Brigada Real da Marinha Portuguesa (que deu origem ao Corpo dos Fuzileiros Navais do Brasil) em terras brasileiras, precisamente no Rio de Janeiro, em 7 de março de 1808.

A Brigada Real da Marinha acompanhou a Família Real Portuguesa quando esta migrava para o Brasil para se proteger das ameaças de invasão de Napoleão Bonaparte.

Os fuzileiros navais são militares. O termo “fuzileiro” é uma referência ao fuzil, espingarda usada pelos soldados, que por esse motivo passaram a ser chamados de fuzileiros.

O Corpo dos Fuzileiros Navais, parte integrante da Marinha do Brasil, é responsável pela segurança do país de ameaças vindas do mar.

No entanto, estes grupos de militares também são treinados para combaterem em terra, sendo apelidados de “anfíbios”, por estarem aptos a se adaptar às condições de ambos os ambientes (terra e água).

Fuzileiros navais em osição de ataque com helicóptero

Dia Nacional da Advocacia Pública 
O Dia Nacional da Advocacia Pública é comemorado no Brasil anualmente em 07 de março. A Advocacia Pública tem por principal objetivo defender, orientar e promover os interesses públicos da união, estados e municípios.

Santas Perpétua e Felicidade, mártires do século II, protetora das grávidas

 

Origem
Muitas mulheres, jovens, mães, foram martirizadas no ano 203, em Cartago (norte da África, atual cidade de Túnis). Dentre elas, Perpétua, que tinha aproximadamente 22 anos. Era nobre de família rica, sendo seu pai o único da família a ser pagão. Quando foi levada para a prisão, ela tinha um filho recém-nascido. Felicidade era escrava de Perpétua e, quando foi para a prisão, estava com oito meses de gestação e deu à luz a uma menina neste lugar.

O cárcere
Elas foram presas por causa de um decreto do imperador romano, Lúcio Septímo Severo, que condenaria à morte aqueles que se considerassem cristãos. Em seus escritos, Perpétua narra: “Nos jogaram na cárcere e eu fiquei consternada porque nunca tinha estado em um lugar tão escuro. O calor era insuportável e éramos muitas pessoas em um subterrâneo muito estreito. Parecia que ia morrer de calor e de asfixia e sofria por não poder ter junto a mim o meu filho, que era de tão poucos meses e que necessitava muito de mim. O que eu mais pedia a Deus era a graça para ser capazes de sofrer e lutar por nossa santa religião”.

Entre os textos cristãos mais antigos
Foi na prisão também que as companheiras, pelo Batismo, oficializaram a pertença delas a Deus. Ainda na prisão, Perpétua escreve em um diário as atrocidades que viveu naquele lugar, ressaltando a sua coragem e amor a Cristo. Esse diário é considerado um dos textos cristãos mais antigos, ele é conhecido hoje como: a Paixão das Santos Perpétua e Felicidade (em Latim: Passio sanctarum Perpetuae et Felicitatis).

Santas Perpétua e Felicidade: invocada pelas mulheres grávidas

Martírio
As duas foram lançadas na arena juntamente com outros companheiros para serem pisoteadas por touros e vacas. Perpétua foi a primeira a ser atingida. Felicidade a ergueu do chão, ficando lado a lado, dando força uma a outra e demonstrando coragem, que é própria dos mártires. Perpétua animou o grupo com estas palavras: “Fiquem firmes na fé e amem-se uns aos outros, todos vocês! Não deixem que martírio seja pedra de tropeço para vocês.”

Degolada
Felicidade foi a primeira a ser degolada. Em seguida, o soldado, que faria o mesmo com Perpétua, errou o local do golpe, fazendo com que ela lançasse um grito de dor, mas, com sua mão, ela indicou, ao seu algoz, o local a ser cortado pelo machado dele.

Oração
“Deus Todo-poderoso, que destes às mártires Santas Perpétua e Felicidade a graça de sofrer pelo Cristo, ajudai também a nossa fraqueza, para que possamos viver firmes em nossa fé, como eles não hesitaram em morrer por vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!”

”Santas Perpétua e Felicidade, rogai por nós.”

Minha oração
“Sofrer e morrer com a convicção de que o céu está reservado para mim! Senhor, como as Santas Perpétua e Felicidade, dai-me a graça de viver assim. Pedimos, porque, se não for a sua graça, não conseguiremos. Assiste-nos!”

Santas Perpétua e Felicidade, rogai por nós!


Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 7 de março:

  • Santos Sátiro, Saturnino, Revocato e Secundino, que morreram na mesma perseguição. O último morreu no cárcere; deram mutuamente o ósculo santo e sucumbiram degolados ao golpe da espada, em Cartago [† 203]
  • Santo Eubúlio, companheiro de Santo Adrião, que dois anos depois dele, foi despedaçado pelos leões e trespassado pela lança, na Cesareia da Palestina [† 309]
  • Santos bispos Basílio, Eugénio, Agatodoro, Elpídio, Etério, Capitão e Efrém, mártires, em Quersoneso, na actual Ucrânia [† c. s. IV]
  • São Paulo o Simples, discípulo de Santo Antão, na Tebaida, região do Egipto [† s. IV]
  • São Gaudioso, bispo, em Bréscia, região da Itália [† s. V]
  • Santo Ardão Smaragdo, presbítero, no mosteiro de Aniane, na Septimânia, atualmente na França [† 843]
  • São Paulo, bispo, que, por defender o culto das sagradas imagens, foi expulso da pátria e morreu no exílio, em Prusa, cidade da Bitínia, na atual Turquia [† 850]
  • Beatos mártires João Larke e João Ireland, presbíteros, e Germano Gardiner, que, pela sua fidelidade ao Romano Pontífice, morreram enforcados em Tyburn, durante o reinado de Henrique VIII [† 1544]
  • Santa Teresa Margarida Rédi, virgem, que, tendo entrado na Ordem das Carmelitas Descalças, percorreu um árduo caminho de perfeição e morreu ainda jovem, em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália [† 1770]
  • São João Baptista Nam Chong-sam, mártir, na Coreia [† 1866]
  • Santos mártires Simeão Berneux, bispo, Justo Ranfer de Bretenières, Luís Beaulieu e Pedro Henrique Dorie, presbíteros da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris, decapitados por afirmarem audazmente que vieram à Coreia para salvar as almas no nome de Cristo, em Sai-Nam-Hte, na Coreia [† 1866]
  • Beato José Olallo Valdés, religioso da Ordem Hospitaleira de São João de Deus, em Camaguey, cidade de Cuba [† 1889]
  • Beato Leónidas Fedorov, bispo e mártir, que, exercendo o ministério como exarca apostólico dos católicos russos do Rito Bizantino, perante um regime hostil à religião, mereceu ser discípulo fiel de Cristo até à morte, Em Kirov, cidade da Rússia [† 1935]

Fontes:

  • vaticannews.va
  • tuporem.org.br
  • acidigital
  • Martirológio Romano
  • Liturgia das Horas
  • Diretório de Liturgia da Igreja no Brasil [Ed CNBB 2022]
  • Livro “Um santo para cada dia” – Mário Sgarbossa – Luigi Giovannini [Paulus, Roma, 1978]
  • Livro “Santos de cada dia” – José Leite, SJ [Editorial A.O. Braga, 2003]

Pesquisa: Camila Steffanni – Comunidade Canção Nova – Toulon (França)
Produção e edição: Fernando Fantini – Comunidade Canção Nova

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