Clube de Imprensa

08 de Julho – Dia do Panificador, da Ciência e do Pesquisador, Aniversário de Ouro Preto, Beato João Schiavo

Dia do Panificador é comemorado anualmente em 8 de julho.

Também conhecido como Dia do Padeiro, esta data é uma homenagem aos profissionais que se dedicam a produzir uma delícia popular milenar: o pão!

O panificador é o profissional que fabrica os pães, a partir das mais variadas receitas. A panificação é uma atividade bastante antiga, fazendo com que seja difícil precisar o ano ou local onde a produção de pães surgiu.

padeiro

Alguns historiadores acreditam que os primeiros pães foram feitos há mais de 12 mil anos na Mesopotâmia, na atual região do Iraque.

O pão é feito com os mais diversos grãos como trigo, centeio, milho, cevada, etc. Pode ou não levar fermento e sempre cai bem em qualquer refeição.

No Brasil, para ser um panificador, é preciso fazer um curso técnico de panificação e confeitaria e colocar a mão na massa.

Lenda do Dia do Panificador

O Dia do Panificador foi criado em homenagem à Santa Isabel de Portugal, conhecida popularmente como a “padroeira dos padeiros”.

De acordo com a lenda, durante o século XIV, Portugal enfrentava uma intensa crise e as pessoas passavam muita fome. Para ajudar os menos afortunados, a rainha de Portugal, Isabel de Aragão, distribuía anonimamente pães para os pobres.

Certo dia, quando a rainha se preparava para distribuir os pães, o rei D. Dinis I interceptou-a e exigiu que ela mostrasse o que escondia no seu avental.

A rainha respondeu que levava rosas, mas o rei não acreditou e pediu para que Isabel revelasse o conteúdo misterioso. Ao abrir o avental, várias rosas caíram ao chão e os súditos presentes (que iam receber os pães) começaram a gritar: “Milagre! Milagre”.

No dia 8 de julho é comemorado o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador Científico.

A primeira data foi sancionada em 2001, pela Lei nº 10.221; e a segunda, em 2008, através da Lei nº 11.807.

Ambas homenageiam o dia da criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 8 de julho de 1948. Desde então, esta entidade se tornou um dos pilares para professores, alunos e pesquisadores de todo o país.

A data tem como objetivo chamar a atenção para a produção científica do país, estimular o gosto dos jovens pela ciência e divulgar o saber científico para a sociedade.

Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico

Por isso, várias atividades são programadas como feiras de ciência, mostras de filmes, palestras e principalmente, experiências onde todos podem vivenciar o poder da investigação científica.

Os estudantes brasileiros que desejam expor suas descobertas podem fazê-lo na Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia) que reúne alunos de todos os estados.

O Brasil tem se destacado no meio científico internacional sendo responsável por 13% de tudo o que é pesquisado no mundo. Infelizmente, nem tudo é aplicado e o país aparece em 69º lugar no ranking de inovação mundial (Índice Global de Inovação).

No dia 8 de julho a cidade de Ouro Preto celebra seu aniversário. Neste dia, em 1711, vários arraiais foram elevados a Vila com o nome de “Vila Rica”.

Localizada no estado de Minas Gerais, a cidade é uma das mais visitadas pelos turistas nacionais e internacionais pelo seu grande patrimônio artístico construído quando era ainda “Vila Rica”, um dos lugares mais ricos da colônia, por conta da extração do ouro.

Dessa maneira, uma grande número de funcionários coloniais, escravos, ordens religiosas, artistas e aventureiros foram para a região tentar a sorte. Nem todos foram agraciados, mas quem conseguiu enriquecer, mandou construir palacetes, patrocinou igrejas e suas decorações, além de encomendar obras artísticas.

Ouro Preto

Ouro Preto também foi palco de uma rebelião contra a Coroa Portuguesa, a chamada Inconfidência Mineira. Reconhecida como patrimônio estadual e nacional na década de 30, a cidade também ostenta a glória de ter sido a primeira localidade brasileira a receber o título de Patrimônio Mundial da Unesco.

Hoje é uma cidade que vive do seu passado, mas sempre de olho no futuro. Sua riqueza vem do turismo, do carnaval, dos festivais de inverno, das belas paisagens, dos monumentos únicos que a febre do ouro ali deixou.

Nesta segunda-feira (08) é comemorado o Dia Mundial da Alergia. A data, definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi criada com o intuito de alertar as pessoas sobre a importância do assunto, já que em alguns casos a alergia pode causar a morte.

O mecanismo que dispara a alergia é o mesmo que o sistema imunológico usa para defender o corpo de substâncias possivelmente nocivas, como as bactérias, por exemplo. Porém, em algumas pessoas, o organismo apresenta uma sensibilidade anormal desencadeada por alguma substância que costuma ser inofensiva, como um alimento ou mesmo a poeira da casa.

Os principais tipos de alergia são as alimentares, que geralmente se manifestam com inchaço ou coceira nos lábios, diarreia, vômitos, rouquidão e na pele, que tende a ficar mais sensível, áspera e irritadiça. As respiratórias causam espirros, coriza, coceira nos olhos, falta de ar, tosse e dores de cabeça. As alergias medicamentosas variam de efeitos mais moderados, como náusea e vômitos, à anafilaxia (dificuldades respiratórias). Além disso, também existem alergias causadas por insetos ou pelos de animais.

Beato João Schiavo, fundador da Missão Josefina no Brasil

Origem

João Schiavo nasceu em 8 de julho de 1903, em Sant’Urbano de Montecchio Maggiore, Itália. Era filho de Luiz e Rosa e tinha oito irmãos. Entrou na Congregação dos Josefinos de Murialdo e, em 1919, fez sua primeira Profissão Religiosa. No dia 10 de julho de 1927, com 24 anos, foi ordenado sacerdote.

Vinda ao Brasil 

Quatro anos depois, veio ao Brasil, chegando primeiramente em Jaguarão (RS). Depois, foi para Caxias do Sul (RS), mais especificamente em Ana Rech, local onde foi animador dos seminaristas e noviços, professor, iniciador e diretor da Escola Normal Rural Murialdo.

Padre João Schiavo foi o primeiro mestre de noviços da missão Josefina no Brasil. A ele se deve o desenvolvimento das Obras Josefinas, o reconhecimento oficial das escolas e a formação religiosa dos primeiros confrades brasileiros.

Fundador 

Em 1941, fundou o Seminário Josefino de Fazenda Souza, no interior de Caxias do Sul.

Além disso, fundou várias obras voltadas a crianças e jovens pobres: Abrigo de Menores São José, em Caxias do Sul; Obra Social Educacional, em Porto Alegre (Partenon e no Morro da Cruz, respectivamente); Abrigo de Menores em Pelotas e Rio Grande (RS); Colégio Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Araranguá (SC).

Em 1954, fundou o primeiro grupo das Irmãs Murialdinas de São José, no Brasil. Em 1957, criou em Fazenda Souza, a Escola Santa Maria Goretti das Irmãs Murialdinas, onde atuou como diretor e professor.

Em fevereiro de 1956, deixou o cargo de Superior Provincial, mas continuou prestando serviço à sua Congregação e dedicando-se às Irmãs Murialdinas.

Milagre

Em outubro de 1997, a partir de uma aguda dor intestinal, Juvelino Carra, de Caxias do Sul (RS), foi encaminhado para uma cirurgia de emergência. O médico cirurgião constatou que se tratava de uma trombose mesentérica venosa superior aguda, envolvendo todo o intestino delgado.

Após uma avaliação, o médico desistiu da cirurgia e encaminhou o paciente à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para ser acompanhado até a iminente morte. Os familiares foram informados da situação: “Não há o que fazer a não ser aguardar o óbito”.

Nesse momento, a esposa de Juvelino pegou o santinho com a oração de Padre João Schiavo, e repetia: “Padre João, tu deves sarar meu marido, tu deves ajudá-lo, tu deves reconduzi-lo para casa…”, enquanto apertava forte a imagem, a ponto de amassá-la.

Juvelino começava a dar sinais de melhora, para surpresa de todos. Em sete dias, teve alta hospitalar, sem apresentar problemas ou sequelas.

Páscoa 

Padre João Schiavo faleceu dia 27 de janeiro de 1967.

Sua sepultura está atualmente no interior de uma capela que leva o seu nome, em Fazenda Souza. É local de orações e peregrinações.

Foi beatificado pelo Papa Francisco em 2017.

A minha oração

“Beato João Schiavo, dai-nos, por vossa intercessão, a graça de sermos evangelizadores da Eucaristia e estarmos sempre entregues à vontade de Deus. Amém.”

Beato João Schiavo, fundador da Missão Josefina no Brasil, rogai por nós! 

Outros santos e beatos celebrados em 8 de julho:

  • Santos Áquila e Prisca ou Priscila, esposos, colaboradores de São Paulo, em cuja casa recebiam a assembleia dos cristãos, e por isso arriscaram a sua vida.
  • Em Heracleia, na Trácia, hoje Mármara, na Turquia, Santa Glicéria, mártir. († data inc.)

  • Em Cesareia da Palestina, São Procópio, bispo e mártir, que, no tempo do imperador Diocleciano, foi decapitado pelo juiz Fabiano. († c. 303)
  • Em Taormina, na Sicília, região da Itália, São Pancrácio, bispo e mártir, que é considerado o primeiro bispo desta Igreja. († data inc.)
  • Em Toul, na Gália Bélgica, hoje na França, Santo Auspício, bispo. († s. V)
  • Na Renânia, região da hodierna Alemanha, São Disibodo, eremita, que, reunido com alguns companheiros, fundou um mosteiro junto ao rio Nahe. († s. VII)
  • Em Bilsen, no Brabante, na actual Bélgica, Santa Landrada, abadessa. († 690)
  • Em Würzburg, na Austrásia, hoje na Alemanha, São Quiliano, bispo e mártir, que chegou a esta região para pregar o Evangelho e, por observar diligentemente os costumes cristãos, foi cruelmente assassinado. († s. VII f.)
  • Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, a paixão dos santos monges Abramitas, que, no tempo do imperador Teófilo, consumaram o martírio por causa do culto das sagradas imagens. († s. IX)
  • Em Spina Lambérti, na Emília-Romanha, região da Itália, o passamento de Santo Adriano III, papa, que procurou com grande diligência a reconciliação da Igreja Constantinopolitana com a Igreja Romana. († 885)
  • Em Tívoli, no Lácio, região da Itália, o passamento do Beato Eugénio III, papa, que foi dileto discípulo de São Bernardo. († 1153)
  • Em Shimabara, no Japão, o Beato Mâncio Araki, mártir, que, por ter recebido em sua casa o Beato Francisco Pacheco, presbítero, foi metido no cárcere, onde morreu consumido pela tuberculose. († 1626)
  • Em Rencurel, localidade do Ródano-Alpes, região da França, o Beato Pedro Vigne, presbítero, que fundou a Congregação das Irmãs do Santíssimo Sacramento. († 1740)Fontes:
    • www.padrejoaoschiavo.com.br
    • www.josefinosdemurialdo.com.br
    • Martirológio Romano – liturgia.pt
    • www.vaticannews.va

      – Produção e edição: Bianca Vargas