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08 de Março – Dia Internacional da Mulher e São João de Deus

Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher ou Dia da Mulher é comemorado anualmente em 8 de março.

O dia 8 de março de 2024 cai numa sexta-feira e não é feriado no Brasil.

Esta comemoração recorda as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo dos anos. Assim, continua servindo como conscientização para evitar as desigualdades de gênero em todas as sociedades.

imagem comemorativa do dia 8 de março, pela luta das mulheres

Origem do Dia da Mulher

O marco oficial para ter sido escolhido o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher foi a manifestação “Pão e Paz”. Essa manifestação reuniu cerca de 90 mil operárias russas e aconteceu no dia 8 de março de 1917.

A data foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975 e é um lembrete de que a luta ainda não acabou. Mulheres lutam todos os dias para melhorar a vida e alcançar seus direitos.

História do Dia Internacional da Mulher

Muitas histórias marcaram a luta das mulheres para ter seu espaço na sociedade, fazendo com que esse não seja apenas um dia de homenagens, mas a recordação do esforço feminino, que resultou em conquistas sociais, econômicas e políticas.

O início da luta

Numa época em que as condições de trabalho nas fábricas eram precárias, as jornadas de trabalho eram em torno de 14 horas e os salários eram baixos, iniciou-se uma luta pela reivindicação de melhores condições de trabalho.

Em decorrência de uma confusão feita em jornais alemães e franceses, criou-se um mito acerca de uma greve que teria acontecido no dia 8 de março de 1857.

Por causa dessa data, muitas pessoas atribuíram a origem do Dia Internacional da Mulher a esse acontecimento que, na verdade, não aconteceu.

Em 1908, foi escolhido o último domingo do mês de fevereiro para realização de greve e protestos organizados pelas mulheres que trabalhavam numa fábrica de confecção de camisas chamada Triangle Shirtwaist Company, nos Estados Unidos.

Nessa manifestação, além de melhores condições de trabalho, as mulheres reivindicaram a conquista do direito de votar.

No ano seguinte, as mulheres se reuniram novamente, num evento que contou com a presença de 2 mil pessoas. Assim, 28 de fevereiro de 1909 ficou conhecido como o Dia da Mulher.

A proposta de Clara Zetkin

Em 1910, a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas realizou-se em Copenhague, na Dinamarca, com uma proposta da alemã Clara Zetkin para escolher uma data que anualmente seria o Dia das Mulheres e, assim, pressionar o governo pelas demandas da luta feminina. Essa iniciativa teve o apoio unânime das mais de 100 mulheres participantes de 17 nacionalidades.

Clara Zetkin
Clara Zetkin (1857-1933)

Como resultado da reunião, comícios com mais de um milhão de pessoas ocorreram nos países da Áustria, Alemanha, Dinamarca e Suíça. Esses atos foram marcados pela busca do direito de votar, frequentar formações profissionais, ocupar cargos públicos e pelo fim da discriminação da mulher no ambiente de trabalho.

O primeiro Dia Internacional da Mulher

O primeiro Dia Internacional da Mulher ocorreu em 19 de março de 1911 na Suécia, Alemanha, Dinamarca e Áustria, como resultado da conferência realizada no ano anterior.

Neste mesmo ano, um incêndio ocorrido em 25 de março de 1911 na Triangle Shirtwaist Company, em Nova York, fortaleceu ainda mais a escolha de um dia para lutar pelos seus direitos.

Instalações elétricas precárias, piso de madeira e uma enorme quantidade de tecido no local contribuíram para que o fogo se espalhasse rapidamente pela fábrica. Neste dia, 146 mulheres e cerca de 20 homens morreram, a maioria imigrantes judeus.

Em 5 de abril foi realizado um funeral coletivo acompanhado por 100 mil pessoas. As manifestações se tornaram intensas desde que a tragédia ocorreu, principalmente para reivindicar segurança no trabalho.

O protesto “Pão e paz”

Em 1917 o ano foi marcado por uma marcha com mais de 90 mil mulheres. Os direitos reivindicados eram principalmente por melhores condições de trabalho, já que naquela época era comum as mulheres trabalharem até 16 horas diárias, 6 dias por semana.

Em 8 de março de 1917, as mulheres russas protestaram ao grito de “Pão e Paz”. O feito resultou na renúncia do czar e concessão do direito ao voto para as mulheres pelo governo provisório instituído.

Três sufragistas femininas votando em Nova York, 1917
Três sufragistas femininas votando em Nova York, 1917

A instituição da data pela ONU

A Organização das Nações Unidas declarou o ano de 1975 como o Ano Internacional da Mulher. Como a partir da década de 60 a data que mais se utilizava como Dia da Mulher era o 8 de março, a ONU instituiu essa data para celebração anual.

Para a ONU, a luta pela igualdade é um esforço coletivo e a organização visa promover estratégias, acordos e programas ao redor do mundo para elevar o status da mulher na sociedade.

Dados sobre a situação das mulheres no Brasil

O aumento das políticas sociais ao longo do tempo tem contribuído para melhorar alguns indicadores sociais das mulheres. Apesar disso, a situação das mulheres continua em desigualdade.

  • 19,4% mulheres com nível superior completo (homens: 15,1%)
  • 24,4% expectativa de vida das mulheres de 60 anos (homens: 20,7%)
  • 37,4% cargos gerenciais ocupados por mulheres (homens: 62,6%)
  • 54,5% força de trabalho das mulheres (homens: 73,7%)
  • 54,6% nível de ocupação das mulheres, entre 25 e 49 anos, com crianças até 3 anos (homens: 89,2%)
  • 30,4% mulheres vítimas de homicídios mortas em casa e 69,6% mortas fora de casa (homens: 11,2% em casa e 88,8% fora de casa)

* Dados de 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE

Origem do Dia Internacional da Mulher

A luta das mulheres por melhores condições de vida e trabalho começou a partir do final do século XIX, principalmente na Europa e nos Estados Unidos.

As jornadas de trabalho de 14 horas diárias, os baixos salários e a discriminação de gênero eram alguns dos pontos que eram debatidos pelas manifestantes da época.

1908

Em 1908, mulheres que trabalhavam uma fábrica de confecção de camisas chamada Triangle Shirtwaist Company, nos Estados Unidos, fizeram greve. Elas reivindicaram diminuição de carga horária e aumento de salário.

1909

Um ano depois da greve nos estados Unidos, mo dia 28 de fevereiro de 1909, as mulheres se reuniram novamente, num evento que contou com a presença de 2 mil pessoas. Esse dia ficou conhecido como o Dia da Mulher.

1910

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, a jornalista e política feminista Clara Zetkin propôs criação de uma data dedicada às mulheres.

1911

No dia 19 de março de 1911, ocorreu o primeiro Dia Internacional das Mulheres na Suécia, Alemanha, Dinamarca e Áustria, como resultado da conferência realizada no ano anterior.

No dia 25 de março de 1911, aconteceu um incêndio na fábrica de confecção de camisas Triangle Shirtwaist Company, nos Estados Unidos. Nesse incêndio, das 146 pessoas que morreram, 129 eram mulheres e algumas tinham apenas 14 anos.

8 de março de 1917

O marco oficial para ter sido escolhido o dia 8 de março foi uma manifestação das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho. Essa manifestação aconteceu em 8 de março de 1917.

Essa manifestação, que contou com mais de 90 mil russas, ocorreu durante a Primeira Guerra Mundial e ficou conhecida como “Pão e Paz”.

1975

Apesar dos protestos frequentes, a data foi esquecida por muito tempo e acabou sendo recuperada somente com o movimento feminista nos anos 60. A Organização das Nações Unidas, por exemplo, somente reconheceu o Dia Internacional da Mulher em 1975.

São João de Deus ensinou: “Fazei bem, a vós mesmos, ajudando os pobres”

Padroeiro
Desde 1886 é o patrono oficial dos doentes e dos Hospitais, junto com São Camilo e, desde 1930, padroeiro dos enfermeiros e suas associações católicas. Alguns países também o tomam como padroeiro dos bombeiros.

Origens
Nasceu em Montemor-o-Novo, próximo de Évora, Portugal. Recebeu o nome de João Cidade, que depois se tornaria João de Deus. Aos 8 anos, decidiu seguir um clérigo até a cidade de Oropesa na Espanha. Lá, ele morou com uma família rica, colaborando com seus pastores e serventes, até os 27 anos.

Vida: de soldado até livreiro
Alistou-se no exército e combateu pelo menos duas batalhas importantes em Fuenterrabia e em Viena, invadidas pelos turcos. Depois de Viena voltou a Portugal, seus pais já tinham morrido e não quis ficar por lá. Retornou a Espanha, seguindo para Sevilha e depois para Gibraltar e Ceuta, onde serviu, com heroísmo, uma família portuguesa, exilada, que ficou doente. A seguir retornou a Gibraltar, começando a vender livros, como ambulante, para sobreviver. Buscando vida mais estável, se mudou para Granada, onde abriu uma livraria. Entre todos os empregos que teve até então, o de ser livreiro foi o que mais gostou: apaixonou-se logo pelos livros, que os considerou também como uma ajuda para a oração e a fé, sobretudo aqueles com imagens sagradas.

São João de Deus e a vocação aos doentes

Doentes
Certo dia, em Granada, João ouviu um sermão do místico João de Ávila que o iluminou e o perturbou tanto que precisou de internação hospitalar. Então, decidiu vender tudo e dar aos pobres. Logo, começou a sair pelas ruas pedindo esmolas para os pobres, utilizando uma fórmula especial que se tornaria o lema de sua futura congregação: “Fazei bem, irmãos, a vós mesmos, ajudando os pobres”.

O que acontecia no hospital psiquiátrico?
No hospital, João descobriu os últimos entre os doentes, trancados por suas famílias para se esconder e se livrar deles. Além do mais, experimentou os métodos com os quais eram tratados os doentes: verdadeiras torturas. Assim, entendeu que deveria fazer algo para aqueles irmãos mais infelizes, porque Deus queria. Quando terminou a sua experiência no manicômio, João foi ter com o Bispo, diante do qual se comprometeu em viver pelos que sofriam e a acolher os que quisessem fazer a mesma coisa.

A Ordem Hospitaleira
A Providência deu-lhe dois confrades de início: Eles seriam os primeiros Irmãos de São João de Deus. Apesar de não ter noções de medicina, estava ciente de que devia tratar dos doentes de modo novo, ou seja, ouvindo-os e satisfazendo as suas necessidades de diversas maneiras. Desta forma, conseguiu fundar um primeiro hospital, segundo estes ditames, em Granada, dedicando-se, ao mesmo tempo, aos órfãos, prostitutas e desempregados. Seu foco era a certeza de que a cura do espírito gerava a cura do corpo.

Páscoa
João faleceu aos 55 anos, enquanto rezava de joelhos e apertava ao peito um crucifixo. Ele não deixou nenhuma regra escrita, mas a sua obra de caridade já estava bem encaminhada e seus coirmãos continuavam inspirados por ele. São João de Deus foi canonizado em 1690, 60 anos após sua beatificação.

A Ordem Hospitaleira de São João de Deus

Princípios Institucionais

  1. Temos como centro de interesse, para todos os que vivemos e trabalhamos no hospital ou em qualquer outra obra assistencial, a pessoa assistida;
  2. Empenhamo-nos decididamente na defesa e promoção da vida humana;
  3. Reconhecemos à pessoa assistida o direito de ser convenientemente informada sobre o seu estado de saúde;
  4. Observamos as exigências do segredo profissional, fazendo que sejam igualmente respeitadas por todos os que se aproximam dos doentes e necessitados;
  5. Defendemos o direito de morrer com dignidade, respeitando e satisfazendo os justos desejos e as necessidades espirituais daqueles que estão prestes a morrer, conscientes de que a vida humana tem um termo temporal e é chamada à sua plenitude em Cristo;
  6. Respeitamos a liberdade de consciência das pessoas que assistimos e a dos nossos colaboradores, mas exigimos com firmeza que seja aceite e respeitada a identidade dos nossos centros hospitalares;
  7. Valorizamos e promovemos as qualidades e o profissionalismo dos nossos colaboradores e estimulamo-los a participar ativamente na missão da Ordem e, em função das suas capacidades e âmbitos de responsabilidade, tornamo-los participantes no processo de decisão das nossas Obras apostólicas;
  8. Opomo-nos à procura do lucro, por conseguinte, observamos e exigimos que sejam respeitadas as normas econômicas justas.

Congregação na Atualidade
Na atualidade, são aproximadamente 1000 irmãos, distribuídos por 53 países, em cerca de 200 comunidades, atendendo mais de 400 obras assistenciais: hospitais, clínicas, lares, centros de reabilitação, albergues, centros de saúde mental, ambulatórios, projetos sociais e escolas de enfermagem. Com eles estão 58.000 profissionais de saúde, 30.000 voluntários e milhares de benfeitores.

No Brasil
A Ordem Hospitaleira de São João de Deus opera no Brasil, sem interrupção, há 70 anos, trazida pelos Irmãos Portugueses. Estão atuando em Itaipava – Petrópolis (RJ) e Aparecida do Taboado (MS).

Devoção a São João de Deus

Oração
Senhor, vós inflamastes São João de Deus no fogo da caridade para que fosse na terra apóstolo dos pecadores, socorro dos pobres e saúde dos enfermos; e no céu o constituístes alívio dos que sofrem, padroeiro e modelo dos profissionais de saúde. Ensinai-nos a imitá-lo na Hospitalidade, e a comprometer-nos na construção do vosso Reino de paz e misericórdia. E, por sua intercessão, concedei-nos as graças de que necessitamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém.

Minha oração
“Querido santo, quantas maravilhas Deus fez em ti, através do amor aos doentes, e quantas ainda Ele pode fazer em mim. Livrai-me da cultura do descartável, dos pensamentos de exclusão e eutanásia para com os enfermos. Ensinai-me a aprender a enxergar Jesus nesses seus filhos sofredores e a cuidar de cada qual como se fossem o Cristo. Amém.”

São João de Deus, rogai por nós!


Outros beatos e santos que a Igreja faz memória em 8 de março:

  • São Pôncio, que foi em Cartago diácono de São Cipriano, a quem acompanhou no exílio até à sua morte [† s. III]
  • Santos Apolónio e Filémon, mártires, no Egipto [† 287]
  • São Provino, bispo, fiel discípulo de Santo Ambrósio. Preservou da heresia ariana a Igreja que lhe foi confiada, na Ligúria, atualmente na Lombardia, região da Itália [† c. 420]
  • São Senano, abade, na Hibérnia, atual Irlanda [† s. VI]
  • São Félix, bispo, natural da Borgonha, que evangelizou os Anglos orientais no tempo do rei Sigeberto, em Dunwich, na Inglaterra [† c. 646]
  • São Teofilacto, bispo, que, condenado ao exílio por causa do culto das sagradas imagens, morreu em Stróbilon, na Cária, atualmente território da Turquia [† c. 840]
  • Santo Hunfredo, bispo de Therouanne, congregou e reconfortou o seu povo, na Gália, hoje na França [† 871]
  • São Litifredo, bispo, na Lombardia, região da Itália [† 874]
  • São Dutácio, bispo de Ross, em Tayne, cidade da Escócia [† c. 1065]
  • São Veremundo, abade de Irache, que, tendo abraçado desde tenra idade a vida monástica, era assíduo aos jejuns e vigílias. Estimulou com o exemplo os monges do seu mosteiro ao desejo da perfeição, na Espanha [† c. 1095]
  • Santo Estêvão, primeiro abade do mosteiro deste lugar, que, na procura de Deus, associou os três mosteiros por ele fundados à Ordem Cisterciense, na Aquitânia, na atual França [† 1159]
  • São Vicente Kadlubek, bispo de Cracóvia, que, depois de renunciar ao seu ministério, professou neste lugar vida monástica no mosteiro de Jedrzejow, na Polônia [† 1223]
  • Beato Joaquim Kuroemon, mártir, em Hiroshima, no Japão [† 1624]
  • Beato Faustino Míguez, religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs. Ordenado presbítero, se dedicou ao ensino e, atingindo grande fama como mestre e perito nas ciências da natureza. Exerceu diligentemente a atividade pastoral e fundou a Congregação das Filhas da Divina Pastora, na Espanha [† 1925]

Fontes:

  • saojoaodedeus.org.br
  • vaticannews.va
  • facebook.com/ohospitaleira
  • Martirológio Romano
  • Livro “Um santo para cada dia” – Mário Sgarbossa – Luigi Giovannini [Paulus, Roma, 1978]

Pesquisa: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova
Produção e edição: Fernando Fantini – Comunidade Canção Nova
Conteúdo certificado por Frei Augusto Gonçalves, membro da Ordem Hospitaleira

 

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