Clube de Imprensa

09 de Janeiro – Dia do Astronauta, Dia do Fico e Dia de Santo André Corsini

O Dia do Astronauta é comemorado anualmente em 9 de janeiro.

Desde 1961, quando o astronauta russo Yuri Gagarin proclamou a famosa frase “a Terra é azul”, o ser humano dava o importante passo na história da astronomia e exploração do espaço.

De lá pra cá, a corrida espacial proporcionou importantes marcos na história da humanidade, os quais foram protagonizados pelos astronautas, também chamados de cosmonautas. Um desses acontecimentos mais importantes foi a chegada do primeiro homem à Lua, em 1969.

Em 2006, foi a vez de o Brasil entrar para o aclamado rol de astronautas que tiveram o privilégio de admirar o “planeta azul” do espaço. Marcos Pontes se consagrou como o primeiro astronauta brasileiro a ir ao espaço, após passar por um treinamento de oito anos na Nasa.

O Brasil e outros 15 países ajudaram a construir a Estação Espacial Internacional (ISS- International Space Station, em inglês), a mais moderna instalação feita pelo ser humano no espaço.

Origem da comemoração

Essa comemoração surge em homenagem à Missão Centenário. Realizada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) no ano de 2006, a missão foi responsável pela viagem de Marcos Pontes, o primeiro brasileiro no espaço, para a Estação Espacial Internacional (EEI).

Dia do Fico é celebrado anualmente em 9 de janeiro.

Neste dia, em 1822, o então príncipe-regente Dom Pedro, declarou que permanecia no Brasil e não voltaria mais para Portugal.

Suas palavras ficaram célebres: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico”.

Contexto Histórico

A Corte portuguesa queria reverter o estatuto do Brasil novamente para colônia e estava exigindo que D. Pedro voltasse imediatamente para Portugal. Assim, essa frase revela a rebeldia do príncipe regente às ordens da Corte.

D. Pedro de Alcântara disse depois de ter sido convencido por 8 mil assinaturas que pediam para que ele ficasse no Brasil. Esse abaixo-assinado foi promovido pelos liberais radicais que, juntamente com o Partido Brasileiro, já vinham tentando manter a autoridade do Brasil.

Dia do Fico

Na data, que ficou conhecida historicamente como o Dia do Fico, D. Pedro fortaleceu o movimento separatista no Brasil, até então considerado uma extensão de Portugal. É por esse motivo que esse dia é tão importante para o Brasil.

O Dia do Fico representa um dos mais importantes passos rumo à independência do país, o que aconteceu no dia 7 de setembro desse mesmo ano, 1822.

Santo André Corsini

Origens

André nasceu em 30 de novembro de 1302 dentro de uma família muito conhecida em Florença: a família Corsini. Seus pais, Nicolau e Peregrina, não podiam ter filhos, mas não desistiram, estavam sempre rezando nesta intenção até que veio esta graça e tiveram o tão sonhado filho: André.

Os pais fizeram de tudo para bem formá-lo. Com apenas 15 anos, ele dava tanto trabalho e tantas decepções para seus pais, que sua mãe chegou a desabafar: “Filho, você é, de fato, aquele lobo que eu sonhava”. Ele ficou assustado, não imaginava o quanto os caminhos errados e a vida de pecado que ele estava levando, ainda tão cedo, decepcionavam tanto e feriam a sua mãe. Mas a mãe completou o sonho: “Este lobo entrava numa igreja e se transformava em cordeiro”. André guardou aquilo no coração e, sem a mãe saber, no outro dia, ele entrou numa igreja dos carmelitas. Aos pés de uma imagem de Nossa Senhora, ele orava e a graça aconteceu. Ele retomou seus valores, começou uma caminhada de conversão e falou para o provincial carmelita que queria entrar para a vida religiosa.

Vida religiosa

Foi admitido a vestir o hábito em 1318, fez o noviciado, resistiu corajosamente às solicitações de um tio que sonhava em vê-lo regressar ao mundo. Pronunciou seus votos em 6 de janeiro de 1321. A partir desse momento, redobrou o fervor de suas virtudes, especialmente a da humildade. Santo André ia se colocando a serviço dos doentes, dos pobres, nos trabalhos tão simples como os da cozinha. Ele também saía para mendigar para as necessidades de sua comunidade. Passou humilhação, mas sempre centrado em Cristo.

Os santos foram e continuam a ser pessoas que comunicaram Cristo para o mundo. Mas Deus tinha mais para André. Ele ordenou-se padre em 1328, e, como tal, continuava nesse testemunho de Cristo até que Nosso Senhor o escolheu para Bispo de Fiesoli. De início, ele não aceitou e fugiu para a Cartuxa de Florença e ficou escondido, a ponto de as pessoas não saberem onde ele estava e escolher um outro para ser bispo, pela necessidade. Mas um anjo, uma criança, apareceu no meio do povo indicando onde ele estava escondido. Apareceu também uma outra criança para ele, dizendo-lhe que ele não devia temer, porque Deus estaria com ele, e a Virgem Maria estaria presente em todos os momentos. Foi por essa confiança no amor de Deus que ele assumiu o episcopado e foi um santo bispo.

Em toda a sua vida, compadeceu-se pelas misérias do próximo. Solicitou uma lista dos pobres envergonhados para que pudesse os ajudar. Na quinta-feira de cada semana, Santo André lavava os pés dos pobres que recebia. Um dia, veio ao seu encontro um homem que recusou o serviço, pois tinha as pernas cobertas de úlceras. Santo André insistiu e, mal tinha acabado o seu trabalho, o homem já se sentia curado.

Envio missionário e Páscoa

Enviado por Urbano V à Bolonha para assumir a função de núncio, Santo André teve como missão restabelecer a paz do povo, que era perturbada pelas facções. André cuidou de reparar todas as coisas e encheu a cidade de alegria.

No dia de Natal, Nossa Senhora apareceu para ele dizendo do seu falecimento que estava próximo. Faleceu em 6 de janeiro de 1373, no dia da Epifania do Senhor. Seu corpo foi transportado para uma esplêndida capela na igreja dos Carmelitas, em Florença. Seu processo de canonização teve início no tempo de Eugênio IV, e terminou, em 1629, com Urbano VIII.

Santo André Corsini, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 9 de janeiro

  • Em Ancona, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, São Marcelino, bispo, que, como escreve o papa São Gregório Magno, com o poder divino salvou do incêndio esta cidade. († s. VI)
  •  Em Cantuária, na Inglaterra, Santo Adrião, abade, natural da África, que, vindo de Nápoles, na Campânia, chegou à Inglaterra e, pela sua profunda formação em ciências sagradas e profanas, ensinou a um grande número de discípulos a ciência da salvação. († 710)
  •  Na Escócia, São Felano, abade do mosteiro de Santo André, que, insigne pela vida de grande austeridade, viveu na solidão. († c. 710)
  •  No monte Olimpo, na Bitínia, na atual Turquia, Santo Eustrácio o Taumaturgo, abade do mosteiro de Abgar. († s. IX)
  •  Em Thénézay, no território de Poitiers, na Aquitânia, atualmente na França, Santo Honorato de Buzançais, mártir, que era negociante de gado e com o seu lucro socorria os pobres; e, ao repreender dois seus empregados pelos furtos que faziam, foi por eles barbaramente assassinado. († 1250)
  •  Em Certaldo, na Etrúria, na atual Toscana, região da Itália, a Beata Júlia della Rena, da Ordem Terceira de Santo Agostinho, que viveu reclusa só para Deus numa pequena cela junto da igreja. († 1367)
  •  Em Ancona, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, o Beato António Fatáti, bispo, que exerceu com grande prudência e serenidade todas as missões que lhe foram confiadas pelos Pontífices Romanos, e foi sempre austero para consigo, mas magnânimo para com os pobres. († 1484)
  •  Em Nancy, na França, a Beata Maria Teresa de Jesus (Alice Le Clerc), virgem, que, fundou com São Pedro Fourier a Congregação das Canonisas Regulares de Nossa Senhora, sob a Regra de Santo Agostinho, destinada à formação das jovens. († 1622)
  •  Em Seul, Coreia, as santas mártires Agueda Yi, virgem, cujos pais receberam também a coroa do martírio, e Teresa Kim, viúva, que, depois de cruelmente flageladas no cárcere pela sua fé em Cristo, ambas morreram degoladas. († 1840)
  • Perto de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, no campo de concentração de Dachau, os beatos José Pawlowski e Casimiro Grelewski, presbíteros e mártires, que, em tempo da guerra, deportados da Polónia invadida pelos perseguidores, terminaram o seu martírio com o suplício da forca. († 1942)

Fonte:

  • Livro “Santos de cada dia” – José Leite, SJ [Editorial A.O. Braga, 2003]
  • Martirológio Romano

– Pesquisa e Redação: Leonardo Girotto

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