Clube de Imprensa

10 de Abril – Dia da Engenharia, Dia Mundial da Homeopatia e Dia de Santa Madalena de Canossa

Dia da Engenharia comemora-se no Brasil anualmente no dia 10 de abril.

Origem do Dia da Engenharia

O Dia da Engenharia surgiu como homenagem ao Tenente Coronel João Carlos de Villagran Cabrita, morto no dia 10 de abril de 1866. Villagran Cabrita era o Comandante do 1º Batalhão de Engenharia na Guerra da Tríplice Aliança. Uma explosão tomou sua vida, assim como as de outros combatentes, junto ao rio Paraná.

O dia 10 de abril é, na verdade, o Dia da Engenharia Militar, mas ficou popularmente conhecido como o Dia da Engenharia.

Importância da Engenharia

No Dia da Engenharia, são relembradas as vantagens que essa atividade trouxe para a vida humana em sociedade. Ciência e matemática se unem com o propósito de resolver problemas e criar estruturas que facilitam e muitas vezes revolucionam completamente a vida humana. Edifícios, máquinas, computadores e até avanços em áreas como a genética se devem à engenharia.

Tipos de Engenharia

  • Engenharia Civil
  • Engenharia Química
  • Engenharia Biomédica
  • Engenharia de Petróleo e Gás
  • Engenharia Elétrica
  • Engenharia Aeronáutica
  • Engenharia de Aquicultura
  • Bioengenharia
  • Engenharia Ambiental
  • Engenharia de Alimentos
  • Engenharia Cartográfica
  • Engenharia Metalúrgica
  • Engenharia de Energia
  • Engenharia de Materiais
  • Engenharia de Pesca
  • Engenharia de Computação
  • Engenharia de Controle e Automação
  • Engenharia em Agrimensura
  • Engenharia Agrônoma
  • Engenharia Agrícola
  • Engenharia Acústica
  • Engenharia de Segurança no Trabalho
  • Engenharia de Horticultura
  • Engenharia Física
  • Engenharia Florestal
  • Engenharia de Minas
  • Engenharia Naval
  • Engenharia Mecânica
  • Engenharia Hídrica
  • Engenharia Mecatrônica
  • Engenharia em Tecnologia Têxtil e da Indumentária?
  • Engenharia Sanitária
  • Engenharia de Telecomunicações
  • Engenharia de Produção
  • Engenharia Têxtil
No dia 10 de abril de 1866, o Tenente Coronel João Carlos de Villagran Cabrita foi atingido por uma bala de canhão durante uma batalha. Ele estava à frete do Exército Brasileiro como Tenente-Coronel do 1º Batalhão de Engenharia de Combate, durante a Guerra do Paraguai. Além disso, se tornou o Patrono da Arma da Engenharia. A data de sua morte virou o Dia da Engenharia Militar no Brasil, como forma de homenageá-lo.
Também é homenageado nesta data o dia do Engenheiro Metalurgista, são mais de 4 mil profissionais da modalidade em todo Brasil, dedicados ao desenvolvimento industrial, executando desde projetos de estruturas à estudos e documentação técnica de materiais e até mesmo assessoria na área. A modalidade é normatizada no País desde junho de 1973.

Dez de abril é considerado o Dia Mundial da Homeopatia (Homeopathy Day) por ser a data de nascimento do criador dessa prática, o alemão Samuel Hahnemann, de 1755.

A Homeopatia é uma ciência terapêutica e uma racionalidade médica que trata cada pessoa em sua individualidade e totalidade de ser, em seu modo peculiar de adoecer, utilizando substâncias altamente diluídas. Partindo  do diagnóstico do desequilíbrio físico, mental e emocional que o indivíduo apresenta quando adoece e de medicamentos capazes de estimular a reação curativa do organismo, pode-se diminuir a predisposição às doenças, curar doenças agudas e de longa duração sem efeitos adversos e promover o equilíbrio mental e emocional.

Origens
Madalena Gabriela de Canossa nasceu em Verona, no dia 1° de março de 1774, de família nobre e rica, terceira de seis irmãos. Com apenas cinco anos, ficou órfã de pai; dois anos depois, foi abandonada pela mãe, que recasou com o marquês Zenetti de Mântua. A educação de Madalena de Canossa e de seus quatro irmãos foi confiada, nos anos seguintes, a uma governanta francesa, bastante severa, que não compreendendo o caráter da menina, a tratava com excessiva dureza.

Doença
Aos quinze anos, Madalena foi acometida por uma febre misteriosa, como também por uma dor isquiática violentíssima e uma grave forma de varíola. Essas doenças causaram-lhe asma crônica e uma dolorosa contração nos braços, que pioraram com o passar dos anos. Durante a convalescença, desabrochou nela a vocação religiosa e o desejo de entrar para o convento, porém não conseguia deixar o pensamento dos pobres e necessitados, que frequentavam o átrio do palácio paterno. Ela sustentava-os de muitas maneiras.

Discernimento vocacional
Aos 17 anos, seu confessor, o carmelita Estêvão do Sagrado Coração, aconselhou-a a fazer um período de experiência no mosteiro de Santa Teresa, em Verona e, depois, naquele das Carmelitas Descalças, em Conegliano. Após alguns meses, ambas as experiências concluíram-se com sua volta a casa, por não ser idônea à vida claustral. Porém, a Priora do Convento de Verona escreveu-lhe: “Deus manifestou, com clareza, a sua não idoneidade para a vida de religiosa Descalça; porém, isso não queria dizer que a recusava como Esposa”. Então, a Priora propôs-lhe outro diretor espiritual, Padre Luís Ribera, que a exortou a prestar um serviço de caridade na sua família e no mundo. Em 1799, Madalena de Canossa recolheu da rua duas jovens abandonadas e as colocou, provisoriamente, em um apartamento no bairro mal afamado de São Zeno.

Santa Madalena de Canossa e a Ordem Terceira das Filhas da Caridade

As filhas da caridade
Em 1804, hospedou, em seu palácio, Napoleão Bonaparte, de passagem por Verona. Napoleão teve a oportunidade de conhecer e admirar Madalena de Canossa e seu zelo apostólico; por isso, ofereceu-lhe um ex-Mosteiro das Agostinianas. Assim nasceu o primeiro Instituto das Filhas da Caridade, aprovado, em 1816, pelo Papa Pio VII. Ali, Madalena deu catecismo e assistência aos enfermos, mas, sobretudo, instituiu escolas para a educação e formação de moças. Muitas jovens foram atraídas pelo carisma de Madalena e das suas coirmãs.

Novos Institutos 
Com o passar do tempo, surgiram novos Institutos em Veneza, Milão, Bergamo e Trento. Na Congregação, era rejeitada toda forma de tristeza ou melancolia. A fundadora aconselhava, mais que um rigor excessivo, um sereno abandono a vontade de Deus. No Instituto de Bergamo, Madalena fundou o primeiro centro para professoras camponesas e, a seguir, a Ordem Terceira das Filhas da Caridade, aberto também às mulheres casadas ou viúvas, que se dedicavam, sobretudo, à formação das enfermeiras e professoras.

O Amor do Crucificado e as Filhas da Caridade

Campo de missão
O Amor do Crucificado Ressuscitado arde no coração de Madalena de Canossa que, com as companheiras, torna-se testemunha do mesmo Amor em cinco âmbitos específicos: a escola de caridade para a promoção integral da pessoa; a catequese a todas as categorias, privilegiando os distantes; a assistência voltada principalmente aos enfermos dos hospitais; os seminários residenciais para formar jovens professoras de áreas rurais e preciosas colaboradoras dos párocos nas atividades pastorais; cursos de exercícios espirituais anuais para as damas da alta nobreza, com o objetivo de incentivá-las espiritualmente e envolvê-las nas várias áreas caritativas.

Um amor estendido 
Em seguida, esta atividade se estende a todas as categorias de pessoas. “Sobretudo, façam conhecer Jesus Cristo! A grande paixão do coração de Madalena, é a grande herança que as Filhas, e os Filhos da Caridade são chamados a viver, uma disponibilidade radical, ‘dispostos pelo divino serviço a ir a qualquer país, até mesmo o mais remoto’” (MadalenaEp. II / I, p. 266).

Último suspiro
Nos últimos anos da sua existência, Madalena de Canossa começou a ter frequentes crises de asma e fortes dores nas pernas e nos braços. Na rude cela do seu convento, não havia nem um genuflexório: para rezar – dizia – eram suficientes os degraus diante da janela. Em 10 de abril de 1835, pediu à suas coirmãs para segurá-la em pé, a fim de rezar as três Ave-Marias a Nossa Senhora das Dores, à qual tinha uma devoção toda especial. Na terceira Ave-Maria – narram –, elevou os braços ao céu e, com um grito de alegria e de mãos postas, reclinou a cabeça no ombro de uma coirmã. Madalena Gabriela de Canossa foi beatificada, em 1941, por Pio XII e, em 1988, canonizada por João Paulo II.

Devoção a Santa Madalena de Canossa

Oração
Deus de amor e de bondade, que criastes o ser humano para a felicidade, ajudai-nos, pela intercessão de Santa Madalena de Canossa, a descobrir que a nossa alegria só e completa quando repartimos nosso tempo e nossos bens com aqueles os mais pobres. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Minha oração
“Querida santa, a tua lembrança nos ensina a alegria da caridade. Não podemos viver na tristeza e no egoísmo próprios do nosso tempo, por isso, ajuda-nos a viver a caridade para com os mais necessitados ao nosso lado e a descobrir aí a face de Cristo crucificado. Amém!”

Santa Madalena de Canossa, rogai por nós!


Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 10 de abril

  • Os santos TerêncioAfricanoMáximoPompeuAlexandreTeodoro e quarenta companheiros, mártires. († c. 250)
  • Santo Apolônio, presbítero e mártir em Alexandria, no Egipto. († data inc.)
  • São Paládio, bispo em Auxerre, cidade da Nêustria, na atual França. († 658)
  •  São Beda o Jovem, monge em Gavello, na Venécia, no atual Vêneto, região da Itália.(† c. 883)
  • São Macário, peregrino, em Gand, na Flandres, atualmente na Bélgica. († 1012)
  • São Fulberto, bispo em Chartres, na França. († 1029)
  • Beato António Neyrot, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir em Túnis, no litoral da África Setentrional. († 1460)
  • Beato Marcos de Bolonha Fantúzzi, presbítero da Ordem dos Menores em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália. († 1479)
  • São Miguel dos Santos, presbítero da Ordem da Santíssima Trindade em Valladolid, na Espanha. († 1625)
  • Beato Bonifácio Zukowski, presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártir no campo de concentração de Dachau, próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha. († 1942)

Fontes:

  • vaticannews.va
  • Martirológio Romano
  • Liturgia das Horas
  • Diretório de Liturgia da Igreja no Brasil [Ed CNBB 2022]

– Pesquisa: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova
– Produção e edição: Fernando Fantini – Comunidade Canção Nova