211 jornalistas morreram em 6 anos na Síria

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Imagem do vídeo que mostra a suposta decapitação de Jame Foley

Um total de 211 jornalistas e ativistas de imprensa morreram na guerra na Síria, que na quarta-feira (15) completou seis anos, segundo a apuração publicada nesta quinta-feira (16) pela ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

A ONG informou em comunicado que, entre as vítimas, pelo menos 19 morreram em 2016. Além disso, há 26 jornalistas e ativistas detidos e 21 sequestrados, dos quais sete são estrangeiros.

Entre os jornalistas que morreram na cobertura da guerra estão a americana Marie Colvin, que morreu na Síria no dia 22 de fevereiro de 2012, e seu compatriota James Foley, que foi decapitado por jihadistas do Estado Islâmico em 2014.

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Marie Colvin, repórter de guera morta na Síria, em 2012 (Foto: AP/Sunday Times)

A RSF lembrou que os atos de intimidação, detenções, raptos e assassinatos são frequentes no território sírio.

A organização afirmou que durante anos, a Síria foi o país “mais letal” para os jornalistas e ativistas, enfatizando que “estão presos entre o regime de (Bashar) al-Assad e seus aliados; o Estado Islâmico e outros grupos radicais jihadistas; e as forças curdas”.

Por isso, a organização pediu que todas as partes do conflito protejam os profissionais da informação que cobrem a guerra.