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25 de Junho – Dia Mundial do Marinheiro, Dia do Imigrante e Dia São Guilherme de Vercelli

Marinheiros tem um papel essencial em manter o fluxo global de alimentos e de outros bens.
Foto: IMO
Marinheiros tem um papel essencial em manter o fluxo global de alimentos e de outros bens.
O Dia do Marinheiro celebra-se todos os anos a 25 de junho.

A data, mais conhecida a nível mundial como “Day of the Seafarer” ou “Día de la Gente de Mar”, foi criada pela Organização Marítima Internacional e oficializada pela ONU, para celebrar todos os marinheiros, navegadores e trabalhadores marítimos do mundo e para mostrar como eles são importantes para todos nós. Promover a profissão e a carreira no mar é outro intento do dia.

O Dia do Marinheiro é celebrado no Brasil a 13 de dezembro.

Dia do Cotonete é comemorado anualmente em 25 de junho.

A atenção aos cuidados de higiene pessoal é o principal mote desta data. Limpar os ouvidos é um sinal de higienização e o Dia do Cotonete foi criado para representar este ato.

Os cotonetes são hastes flexíveis (normalmente de plástico) que servem para limpar vestígios de cera e sujeiras que podem estar acumuladas nos ouvidos.

No entanto, nesta data, também é importante conscientizar as pessoas sobre o modo correto de fazer as higienizações, caso contrário podem provocar alguns problemas à saúde.

Por exemplo, ao usar incorretamente o cotonete, a pessoa pode ferir os ouvidos e provocar infecções, irritações ou inflamações no aparelho auditivo.

Não se sabe ao certo a origem ou a história sobre a criação do Dia do Cotonete, mas acredita-se que seu propósito seja chamar atenção particular para os cuidados com os ouvidos e com a saúde auditiva.

Dia do Imigrante é comemorado em 25 de junho no Brasil.

A imigração é um fenômeno que ocorre quando há o deslocamento de grupos de indivíduos das regiões / países em que nasceram para terras estrangeiras.

Esta data foi criada para homenagear essas pessoas, que deixam para trás amigos e família em busca de melhores condições de vida, além de colaborarem para o crescimento do país que se destinam.

O Brasil é um país formado e construído por várias diferentes nacionalidades, que migraram de seus países com o sonho de obter melhores condições de vida em terras brasileiras.

Italianos, alemães, ucranianos, poloneses, africanos e japoneses foram algumas das etnias que chegaram ao Brasil, em meados do século XVIII e XIX, e ajudaram na colonização do país.

No calendário brasileiro, os imigrantes ainda são homenageados em duas outras datas: Dia do Imigrante Italiano (21 de fevereiro) e o Dia do Imigrante Japonês (18 de junho).

Origem do Dia do Imigrante

O dia 25 de junho foi determinado como o Dia do Imigrante através do Decreto nº 30.128, de 14 de novembro de 1957, emitido pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Esta data foi escolhida por ser o fim das celebrações da semana da Imigração Japonesa, comemorada a partir de 18 de junho.

A data comemorativa foi criada para conscientizar sobre o vitiligo, educar os profissionais de saúde sobre cuidados e tratamento e arrecadar fundos para pesquisas. Desde a sua fundação, o dia se tornou um evento global para celebrar, conscientizar e reconhecer o bullying, a negligência social e o trauma psicológico que milhões de pessoas com vitiligo podem enfrentar em todo o mundo.

O primeiro Dia Mundial do Vitiligo foi realizado em 2011 e desde então se tornou um evento anual e global. A campanha nasceu da determinação das organizações sem fins lucrativos Vitiligo Research Foundation (EUA) e Vitiligo Support and Awareness Foundation – VITSAF (Nigéria), e seus apoiadores em todo o mundo.

São Guilherme de Vercelli, padroeiro da Irpínia

Adolescente decidido

Às vezes, 14 anos são suficientes para escolher a vida que se quer viver, renunciando àquela que se tem. Assim foi Guilherme, um adolescente de Vercelli. Com 14 anos, fez uma coisa semelhante àquela que Francesco faria em Assis, mais de cem anos depois. Deixou a vida de opulenta riqueza da sua família, renunciou ao título nobiliário, vestiu uma túnica rude e partiu descalço e sozinho.

Uma experiência de peregrinação

Guilherme tinha os pés torturados de tanto andar. Seu destino era Santiago de Compostela e, depois, um dia, a Terra Santa. Compostela torna-se uma etapa obrigatória de peregrinação para o homem do primeiro milênio. Por volta do ano 1099, Guilherme partiu para o Santuário espanhol: fez cinco anos de caminhada, de pão e água, de cilício, dormindo no chão, de colóquio íntimo com Deus e de ardente anúncio do Evangelho ao longo do caminho. A outra etapa de qualquer peregrinação, na época, era a Terra de Jesus. Então, Guilherme voltou para a Itália com o objetivo de partir para Jerusalém. Porém, o homem que planeja se defronta com as surpresas de Deus. O jovem encaminhou-se para o sul da Itália em busca de um navio. Mas, nas proximidades de Brindes, foi agredido por alguns ladrões. Naquele pobre peregrino nada havia para roubar; decepcionados, a agressão se transformou em violência. Guilherme foi espancado e obrigado a interromper sua viagem. Ao recuperar suas forças, encontrou-se com João de Matera, o futuro santo, que havia conhecido antes, que lhe disse, com decisão, que, por detrás da agressão sofrida, poderia estar oculto um sinal maior: dedicar a sua missão de apóstolo na Itália.

Vida Eremítica

Guilherme refletiu e se convenceu. Em 1118, volta novamente para Irpínia, aos pés do Montevergine, que o escalou até encontrar uma pequena bacia, onde se deteve. Ali, o peregrino se tornou eremita. O eremita pensava ser feito para a solidão, mas a solidão não era feita para ele: sua fama de homem de Deus se espalhou rápido como o vento gelado que penetrava nos bosques do Monte Partênio. Dezenas de pessoas chegavam ao lugar onde se encontrava a cela do monge Guilherme.

Abade de Montevergine

Assim, o eremita torna-se abade. Foram poucas as regras escritas, ditadas e mostradas com seu exemplo: penitência rigorosa, oração, prática da caridade com os pobres. Este foi o broto da sua congregação dedicada a Maria, oficialmente reconhecida em 1126. No entanto, os pés do eremita queimavam.

A mística do Peregrino

Certo dia, o Santo peregrino confiou a um discípulo a recém-nascida Abadia de Montevergine e retomou sua estrada, indo de Irpínia a Sânio, da Lucânia à Apúlia e Sicília. Os príncipes normandos e as pessoas paupérrimas que o encontravam permaneciam fascinados. Notou-se aí uma verdadeira espiritualidade peregrina, daquele que se encontrou com Jesus através dessas experiências de viajante, recordando que todos nós somos passageiros neste mundo.

Padroeiro da Irpínia

A abadia de Montevergine prosperou graças às contínuas doações conspícuas. Entre os amigos reinantes, mas, sobretudo, sinceros de Guilherme, destaca-se Rogério II, um rei normando. Foi ele quem visitou, pela última vez, o peregrino, que se tornou eremita e abade, debilitado e quase sem força. Em 1142, São Guilherme entregou seu espírito em um de seus mosteiros da Irpínia, em Goleto. 800 anos depois da sua morte, em 1942, Pio XII o proclamou Padroeiro principal da Irpínia.

A minha oração

“Vosso anseio de peregrino demonstra que tudo nessa vida é passageiro, por isso, ensina-nos a viver em desapego e disposição para as coisas do alto. Mostra-nos o caminho correto para o céu e guia-nos nessa estrada desafiante da vida. Amém!”

São Guilherme , rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em  junho:

  • São Máximo, em Turim, região da Itália, primeiro bispo desta cidade. († 408-423)
  • São Próspero de Aquitânia, que depois da sua vida matrimonial tornou-se monge († c. 463)
  • São Próspero, bispo, na cidade da Emília-Romanha, região da Itália († s. V/VI)
  • Santa Tígrides, virgem, em Maurienne, hoje na França († s. VI)
  • São Moloc ou Luano, bispo, em Rosemarkie, na Escócia. († c. 592)
  • Santa Eurósia ou Orósia, virgem e mártir, em Jaca, na Hispânia Tarraconense († c. 714)
  • Santo Adalberto, diácono e abade, atualmente na Holanda († s. VIII in.)
  • São Salomão, mártir, na Bretanha Menor, hoje na França († 874)
  • São João de Espanha, monge, na Cartuxa de Le Reposoir, na Sabóia, na hodierna França. († 1160)
  • Beata Doroteia de Montau, em Marienwerder, na Prússia, hoje Kwidzyn, na Polónia, aque, depois de ficar viúva, tornou-se reclusa em uma cela. († 1394)
  • Beata Maria Lhuillier, em Laval, na França, a virgem e mártir, das Hospitaleiras da Misericórdia. († 1794)
  • Os santos Domingos Henares, bispo da Ordem dos Pregadores, e Francisco Do Minh Chieu, mártires, em Nam Dinh, cidade do Tonquim, no atual Vietnam († 1838)

Fontes:

  • vatican.va e vaticannews.va
  • Martirológio Romano – liturgia.pt
  • Liturgia das Horas
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aquino [Cléofas 2007]

– Pesquisa e redação: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova

– Produção e edição: Catarina Xavier – Comunidade Canção Nova