40 advogados apoiam Glenn e criam Comitê pela Liberdade de Imprensa

Redação Portal IMPRENSA*
Os 40 advogados que se reuniram ontem com o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, se colocaram à disposição dos jornalistas envolvidos na divulgação de mensagens entre Moro e procuradores da Lava Jato.

Crédito:Reprodução
Segundo informações de Mônica Bergamo, o grupo pretende lançar uma espécie de “Comitê pela Liberdade de Imprensa”, “que atue na defesa de repórteres ameaçados, neste e em outros casos que possam gerar represálias do Estado”.

A mobilização começou após a divulgação de que a Polícia Federal teria pedido ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras um relatório das atividades financeiras de Greenwald.

O encontro reuniu representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa), Ibccrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), ABDJ (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia), IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros), Associação dos Criminalistas do Rio de Janeiro e o SASP (Sindicato dos Advogados de São Paulo). As defensorias públicas nacional e do Rio de Janeiro também compareceram.

Um mês após a primeira reportagem da Vaza Jato, o Intercept divulgou na tarde de ontem (09/07), um áudio atribuído ao procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, em que ele comemora a liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux de proibir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de dar entrevistas à Folha de S.Paulo.

A entrevista tinha sido autorizada pelo ministro Ricardo Lewandowski, do STF, no dia 28 de setembro do ano passado. Cerca de 12 horas depois, Fux concedeu uma liminar suspendendo a entrevista.

No áudio, de 58 segundos, o procurador informa os procuradores sobre a liminar de Fux e pede que os colegas não divulguem ainda a notícia.

“Agora, não vamos alardear isso aí, não vamos falar para ninguém. Vamos manter, ficar quieto, para evitar a divulgação o quanto for possível. Porque quanto antes divulgar isso, antes vai ter recurso do outro lado, antes isso aí vai para o plenário”, teria dito Deltan, pedindo aos colegas para “deixar que a notícia surja por outros canais pra evitar precipitar recurso de quem tem uma posição contrária a nossa. Mas a notícia é boa para terminar bem a semana”.

Para a jornalista Mônica Bergamo, o áudio comprova que a liminar foi “um rombo na censura do Brasil”.

Crédito:Reprodução Twitter
Em vídeo, o jornalista Reinado Azevedo questiona o áudio de Dallagnol. “A decisão de Fux foi registrada no STF, às 22h32. O áudio é das 23h33, mas ele tem certeza de estar passando informações sigilosas. Ele usa uma palavra importante “o pessoal pediu para não passar a informação adiante”. Isso é grave. Que pessoal é esse?”

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Lile Corrêa

Jornalista, Radialista e Recordista Bi-Mundial incluso no Guinness Book