Abraji e Embaixada dos EUA realizam seminário Mulheres no Jornalismo

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Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, nesta segunda-feira, 08.mar.2021, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em parceria com a Embaixada e os Consulados dos Estados Unidos, promove o evento on-line Mulheres no Jornalismo. O seminário gratuito reunirá mulheres de diversos segmentos do mercado de comunicação para discutir a representatividade feminina no cenário atual.

O seminário tem como objetivo debater os desafios enfrentados pelas mulheres no exercício da profissão jornalística, suas realizações e questões específicas para que atuem em diversas mídias jornalísticas tanto no Brasil, como nos EUA. Também contribuirá para a construção da representatividade feminina nas redações, falando sobre desenvolvimento profissional, tipos de assédio e violência que as jornalistas mulheres enfrentam em suas rotinas de trabalho.

Dividido em três painéis de duas horas de duração cada um, os debates serão em português e inglês (com tradução simultânea) e permitirão comparar a luta pela igualdade de gênero em ambos os países.

Painéis: 

Como se defender contra ataques on-line e presenciais com viés de gênero. | 14h – horário de Brasília | português e inglês – com tradução simultânea
Participantes: Nina Jankowicz, Patrícia Campos Mello, Schirlei Alves
Moderadora: Semayat Oliveira

O que Brasil e EUA têm feito para proteger as jornalistas. | 16h – horário de Brasília | português e inglês – com tradução simultânea
Participantes: Elisa Muñoz, Angelina Nunes, Natalie Southwick
Moderadora: Natália Mazotte

Ferramentas para enfrentar o assédio e a discriminação racial nas redações. | 18h – horário de Brasília | português e inglês – com tradução simultânea)
Participantes: Bianca Santana, Flavia Lima, Sia Nyorkor
Moderadora: Basilia Rodrigues

O programa é patrocinado pela Embaixada e Consulados dos Estados Unidos e tem apoio da Abraji. Para mais informações e inscrição, visite o site: mulheresnojornalismo. A plataforma vair gerar um link depois do evento para que os participantes preencham uma pesquisa de satisfação e possam ter acesso ao certificado.

Confira, a seguir, quem são as convidadas do evento:

Angelina Nunes é mestre em Comunicação pela UERJ (RJ), recebeu prêmios internacionais de jornalismo, como Rey de España, IPYS e SIP, e nacionais, como Esso, Embratel, Vladimir Herzog e CNH. É membro do International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ) e coordenadora do Programa Tim Lopes. É a única mulher a ter sido presidente da Abraji (2008-2009) e atualmente integra o conselho.

Basilia Rodrigues é analista de política da CNN Brasil. Jornalista há 12 anos, conquistou dois Troféus Mulher Imprensa por seu trabalho como repórter de rádio. Teve reportagens publicadas por diversos veículos e iniciativas, como Jota, Congresso em Foco, Gazeta do Povo, TV Brasília, Correio Braziliense e Metrópoles. Além disso, publicou um especial do Unicef sobre vulnerabilidade social entre jovens.

Bianca Santana é jornalista e escritora. Doutora em ciência da informação e mestre em Educação pela Universidade de São Paulo, é colunista do ECOA-UOL e da revista Gama. Tem artigos publicados em veículos como Guardian, Folha de S. Paulo, Nexo e Geledés. Foi professora da Faculdade Cásper Líbero e da pós-graduação em jornalismo multimídia na FAAP. É autora de “Quando me descobri negra” e de uma biografia de Sueli Carneiro, em processo de edição.

Elisa Lees Muñoz é diretora executiva da International Women’s Media Foundation (IWMF), que tem por missão dar treinamento, ferramentas e assistência para que mulheres jornalistas possam trabalhar da forma mais segura possível. Formada na Universidade de Maryland, com mestrado em Relações Internacionais, liderou o Projeto de Educação de Crimes de Guerra e monitorou os direitos humanos de cientistas da Associação Americana para o Avanço da Ciência. Serviu como monitora eleitoral para a OSCE nos Bálcãs.

Flavia Lima é ombudsman da Folha de S. Paulo desde maio de 2019 e repórter especializada em economia. Chegou à Folha em 2017, onde atuava no caderno Mercado antes de se tornar ombudsman. Paulistana, formada em direito pela Universidade Mackenzie e ciências sociais pela USP, entrou no jornalismo logo que deixou as faculdades. Começou como trainee da extinta Gazeta Mercantil, somou duas passagens pelo Valor Econômico, TV Bloomberg e revista Dinheiro. Em 2021, vai coordenar o primeiro programa de treinamento do jornal destinado apenas a profissionais negros.

Natália Mazotte é jornalista especializada em dados e tecnologia, diretora da Abraji e coordenadora do programa de jornalismo do Insper. Recebeu em 2019 a bolsa John S. Knight em Stanford. É cofundadora da Escola de Dados e da Gênero e Número e foi diretora-executiva da Open Knowledge Brasil, onde liderou projetos de inovação cívica e capacitação em uso de dados.

Natalie Southwick é coordenadora do Programa das Américas Central e do Sul do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). Antes de ingressar no CPJ, trabalhou em Bogotá, Colômbia, onde fez parte da equipe internacional de acompanhamento da Witness for Peace. Foi repórter especializada do ACDI/VOCA’s Afro-Colombian and Indigenous Program e editora em site focado em notícias sobre a América Latina. Seu trabalho já foi publicado no Boston Globe, Chicago Reporter, InSight Crime e RioOnWatch.

Nina Jankowicz é bolsista no Wilson Center, onde estuda desinformação, e publicou o estudo Malign Creativity: How Gender, Sex, and Lies are Weaponized Against Women Online (em tradução livre: Criatividade Maligna: Como Gênero, Sexo e Mentiras São Usados Como Armas Para Atacar As Mulheres On-line). Antes de sua admissão no Programa Fulbright na Ucrânia, gerenciava programas de assistência à democracia para Rússia e Bielorrússia no Instituto Nacional Democrático para Assuntos Internacionais.

Patricia Campos Mello é repórter especial e colunista da Folha de S.Paulo. Venceu o Prêmio Maria Moors Cabot, o Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa do CPJ, o Prêmio especial Vladimir Herzog e o Prêmio Internacional de Jornalismo do Rei da Espanha, entre outros. É formada em Jornalismo pela Universidade de São Paulo e tem mestrado em Business and Economic Reporting pela Universidade de Nova York. É autora dos livros Lua de Mel em Kobane e Índia, da miséria à potência. Foi correspondente em Washington do jornal Estado de S. Paulo de 2006 a 2010.

Schirlei Alves é repórter freelancer em Florianópolis (SC). Seus trabalhos mais recentes foram para Intercept Brasil, CNN e BBC News. Formada há 12 anos, colaborou para o Epoch Times, no Canadá, e trabalhou nos principais jornais da região Sul – Diário Gaúcho, Zero Hora, A Notícia, Diário Catarinense e Notícias do Dia, com participação nas rádios Gaúcha e CBN Diário. Atua principalmente nas áreas de segurança pública e direitos humanos. Ganhou os prêmios ABC de Jornalismo, Unimed e RBS. Foi finalista do prêmio CNI.

Semayat Oliveira é jornalista, escritora e documentarista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e especialista em cultura, educação e relações étnico-raciais pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Cofundadora do grupo jornalístico Nós, mulheres da periferia, atua há dez anos com foco em criar novos imaginários e narrativas sobre as mulheres brasileiras, a periferia e a população negra. No âmbito da comunicação estratégica, atuou como coordenadora de comunicação no Instituto Vladimir Herzog entre 2018 e 2019.

Sia Nyorkor é repórter e âncora da WOIO-TV, afiliada da rede CBS em Cleveland, Ohio. Como jornalista multimídia, ela grava, entrevista, escreve e edita suas reportagens em múltiplas plataformas. Recebeu vários prêmios, como o Emmy, o CINE Golden Eagle e o Humane Society Genesis Award. Seu trabalho de mestrado na Columbia University foi um documentário sobre um muralista do Harlem, também premiado e transmitido por emissoras públicas norte-americanas. Faz parte da Associação Nacional de Jornalistas Negros e é mentora de jovens aspirantes a jornalistas.