Agressão em MG e prisão em SP transformam profissionais da imprensa em notícia

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Redação Portal IMPRENSA
Dois casos recentes transformaram profissionais da imprensa esportiva brasileira em notícia. O primeiro envolve o blogueiro Paulo César de Andrade Prado, responsável pelo blog do Paulinho.
Especializado nos bastidores do futebol, Paulinho foi preso nesta terça-feira, 28 de setembro, após ser condenado a cumprir pena de cerca de cinco meses, no regime semiaberto, pelo crime de difamação contra Paulo Garcia, proprietário da Kalunga que participa da vida política do Corinthians. O juiz do caso negou pedido de cumprimento da pena em regime aberto.
Crédito: Reprodução Twitter
Especializado nos bastidores do futebol, blogueiro Paulinho foi preso por difamação

Entidades criticaram a prisão. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) pediu “celeridade ao julgamento dos recursos apresentados aos tribunais superiores” e lembrou que, em abril último, entrou com ação no STF para evitar que o sistema penal seja utilizado neste caso para cercear o direito de crítica e o exercício do jornalismo.

Em nota de solidariedade, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiaram a prisão, lembrando que o livre exercício do jornalismo é “ferramenta basilar de qualquer democracia” e que a circulação de opiniões e ideias “fortalece a construção de uma sociedade plural, democrática e cidadã”.
Caso Alexandre Silvestre

Outro profissional da imprensa esportiva que virou notícia foi o repórter Alexandre Silvestre, da TV Gazeta, de São Paulo. Ele foi agredido por um torcedor do Atlético-MG na noite desta terça- feira, 28 de setembro, após a eliminação do time pelo Palmeiras, na disputa por uma vaga para a final da Libertadores.

Crédito: Reprodução Terra

O jornalista estava nos arredores do Mineirão exibindo ao vivo a movimentação da torcida para o Gazeta Esportiva Live Show. Ao mostrar uma mesa com um grupo de atleticanos, Silvestre foi hostilizado e procurou policiais, que dispersaram os torcedores. Ao retomar seu trabalho na live, foi acertado no ombro por um torcedor que usou um capacete como arma.

“Um deles veio com o capacete na mão para acertar meu rosto, mas desviei e acertou meu ombro. Meu celular caiu. A polícia percebeu o movimento e foi atrás do cara”, disse Silvestre.
Ele reconheceu o agressor e fez um boletim de ocorrência eletrônico. O agressor e outro torcedor que estava junto foram encaminhados à delegacia para assinar um termo circunstancial. Alexandre Silvestre passa bem.