Após fechamento de jornal, sites de Hong Kong entram na mira de Pequim

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Redação Portal IMPRENSA 
Ocorrido em 24 de junho, o fechamento forçado do jornal Apple Daily, de Hong Kong, vem se consolidando desde então como um símbolo do perigo que a China representa para a liberdade de imprensa na ex-colônia britânica.
Reportagem do Nieman Journalism Lab publicada esta semana informa que, além de ter sido fechado, o veículo pró-democracia lançado em 1995 já teve sete jornalistas presos.
Um deles foi Fung Wai-kong, ex-editor-chefe da edição em inglês do Apple Daily, detido no Aeroporto Internacional de Hong Kong em 27 de junho, quando estava preste a partir para o Reino Unido.
Crédito: Reprodução
Cobertura jornalística de protestos em Hong Kong acelerou repressão chinesa contra veículos da ex-colônia britânica

Ele é acusado de conspirar com forças estrangeiras. Segundo o Nieman, o jornal foi punido por expor a corrupção em altos cargos do governo chinês.

O fim do veículo ocorreu após dramáticas operações de forças de segurança em sua redação, além de medidas de sufocamento financeiro, incluindo bloqueio de bens e recursos.
Há temores de que a imprensa on-line independente de Hong Kong seja o próximo alvo da ditadura chinesa. Um dos alvos seria a Stand News, agência de notícias sem fins lucrativos que tem coberto os protestos populares contra a influência chinesa em Hong Kong. Para evitar problemas, o veículo tem tomado medidas profiláticas, incluindo a retirada do ar de todos os artigos de opinião publicados até maio deste ano.
Também estariam na mira das autoridades chinesas a emissora pública RTHK e os canais de TV paga i-Cable e Now TV. Nos três veículos vozes pró-China substituíram jornalistas independentes.