Após fratura no fêmur, gata passa por cirurgia em Centro Veterinário

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Após fratura no fêmur, gata passa por cirurgia em Centro Veterinário

Lile Corrêa*

O Jornal Che Fronteira e a Rádio Líder FM 104,9 teve acesso ao relatório de atendimento médico veterinário da gata Chiquinha que teve uma fratura no Fêmur.

O atendimento aconteceu no domingo dia 14 de maio de 2017, dia das mães, as 14h quando deu entrada no plantão do Dr. Marcelo Resende no Centro Veterinário uma gata preta de nome Chiquinha de propriedade da senhora Maria, que relatou que seu animal apareceu, na noite anterior, “mancando” da perna esquerda.

A paciente foi atendida pelo médico veterinário Dr. Marcelo Resende que tem pós graduação em ortopedia em pequenos animais. “O animal era muito bravo então teve que ser sedado, para evitar acidentes e não piorar o quadro clinico”, mencionou Dr. Marcelo.

Na avaliação clinica foi verificado: hipertermia, aumento de volume e crepitação à palpação da região da coxa esquerda. Diante dos achados foi suspeitado de fratura de fêmur, então a paciente foi encaminhada para Raio x onde confirmou-se a suspeita, Fratura Obliqua longa com esquirola em Fêmur esquerdo. Nos exames de sangue foram encontrada as seguintes alterações:

Depois de avaliar os exames de sangue e fazer um estudo do exame de Raio x, o Dr.Marcelo Resende decidiu como tratamento fazer a osteossíntese do fêmur usando 3 técnicas diferentes, dada a gravidade do caso, sendo elas: pino intramedular, cerclagem e fixador externo tipo 1.

Em procedimento ambulatorial realizou-se no membro afetado uma bandagem de Robert Jones e administração de flunixin meglumine (1,1 mg/kg) por via intravenosa, sendo a cirurgia realizada na manhã do dia seguinte. Para isto, o animal foi pré- medicado com acepromazina (0,05 mg/kg) e citrato de fentanila7 (0,002 mg/kg) por via intramuscular. Com a tricotomia da área operatória realizada, a indução anestésica foi procedida com propofol (6 mg/kg) por via intravenosa e a manutenção com halotano vaporizado com oxigênio. Como esquema profilático, administrou-se ampicilina sódica (20 mg/kg) por via intravenosa 30 minutos antes do início da cirurgia.

Após anti-sepsia com álcool-iodo- álcool no membro esquerdo realizou-se uma incisão de pele longitudinal na face crânio-lateral da diáfise femural. Depois de afastados os músculos e visualizada a linha de fratura, afastaram-se os fragmentos musculares aderidos ao periósteo com auxílio de um elevador de periósteo. Aplicou-se um pino liso (fio de kirschner) intramedular no fragmento proximal e em seguida no fragmento distal, indo até a região intercondilar. Foram colocadas 2 cerclagens com fio de aço, uma na porção proximal e outra na porção distal da fratura. Foram colocados 4 pinos com rosca distal (fio de Schans), distribuídos ao longo do fêmur, os quais foram fixados e parafusados numa barra metálica (fixador externo tipo 1). A redução do espaço subcutâneo foi realizada com categute 2-0 em padrão interrompido simples e a dermorrafia com mononáilon 3-0 com pontos de Wolff.

Dr. Marcelo salientou que “no pós-operatório imediato foi realizado novo exame de Raio x e verificou se perfeita redução da fratura. Vinte minutos após a cirurgia a paciente já se encontrava acordada e segue internada, tendo previsão de alta em 3 dias, quando continuará seu tratamento em casa, sob os cuidados da família”.