Após mais um repórter assassinado, AMLO reconhece que fazer jornalismo no México tem sido “ato heroico”

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Após mais um repórter assassinado, AMLO reconhece que fazer jornalismo no México tem sido “ato heroico”

Correspondente do jornal El Mundo de Vera Cruz na região de Tezonapa, o repórter mexicano Julio Valdivia, de 41 anos, foi encontrado decapitado nesta quarta (9), perto de uma linha de trem.
Novo símbolo da grave crise de segurança pública que se acentua no México a cada dia, o assassinato de Valdivia vem gerando uma onda de indignação.

Bastante criticado por entidades que atuam na proteção a jornalistas e na defesa da liberdade de imprensa, o presidente Andrés Manuel López Obrador (AMLO) cobrou publicamente a prisão dos autores do crime e reconheceu que fazer jornalismo no México tem sido um “ato heroico”.

Crédito: Reprodução El mundo de Vera Cruz

Valdivia é o quinto jornalista assassinado no México somente em 2020. Com mais de 100 jornalistas assassinados desde 2000, o México é um dos países mais perigosos para profissionais de imprensa. Além disso, o país exibe um dos piores índices globais de elucidação desse tipo de crime: menos de 10%.

Ana Laura Pérez, presidente da Comissão para a Atenção e Proteção dos Jornalistas de Veracruz, explicou que Valdívia cobria a área de segurança pública e que sua morte pode ter ocorrido em função de seu trabalho jornalístico acerca da atuação de grupos criminosos.
Na terça (8) o jornalista cobriu um confronto entre policiais e bandidos no município de Cosolapa.