Após uma semana de ataque a tiros contra casa de jornalista, polícia civil ainda não foi ao local

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Redação Portal IMPRENSA 
Reportagem da sucursal brasileira do Comittee to Protect Journalists (CPJ) publicada nesta quarta (15) informa que, após uma semana do ataque a tiros contra a casa do jornalista Vamberto Teixeira, a polícia civil ainda não foi ao local e não procurou a vítima nem ninguém de sua família.
O crime ocorreu na noite de 9 de abril, na cidade de Sete Lagoas (MG). O radialista estava em casa com sua família. Ninguém ficou ferido. Mas os cinco buracos de bala estão até agora no portão.

“Estávamos em casa eu, minha esposa, meu filho de quatro anos e minha mãe. Foi assustador. Por sorte a gente estava na cozinha. Ouvimos os barulhos dos tiros. Foram cinco disparos e as balas atravessaram o portão e chegaram no pátio da garagem”, contou ao CPJ.

Rádio e site
Teixeira apresenta um programa de notícias diário na Rádio Musirama (onde trabalha desde 1995) e é dono do site de notícias Folha de Sete Lagoas. Fundado em 2018, o veículo publica uma edição impressa mensal.
Com 25 anos de profissão, o jornalista nunca tinha sofrido ameaças ou qualquer tipo de violência. “Que eu saiba, é a primeira vez aqui em Sete Lagoas, que é uma cidade bem tranquila”, declarou ao CPJ.
Acionada, a polícia militar demorou a chegar, registrou o incidente e recolheu os cartuchos. Mas não há certeza de que os policiais estejam investigando o caso.
Natalie Southwick, coordenadora do CPJ em Nova York, exigiu que o crime seja investigado pela polícia civil de Minas Gerais e que sejam tomadas “todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos jornalistas”.