Ataques a empresas jornalísticas na faixa de Gaza violam deveres internacionais de proteção

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on email
Share on print
Redação Portal IMPRENSA*

A Federação Internacional de Jornalistas enviou nesta segunda-feira (17) uma carta ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) em que pede a tomada de medidas urgentes para estancar os ataques a jornalistas e veículos de imprensa na Faixa de Gaza.

Crédito: AP
Prédio onde ficava Associated Press e a Al Jazeera foi destruído no sábado (15)

O trabalho dos jornalistas, que já era feito em condições extremamente difíceis para conseguir relatar a guerra entre israelenses e palestinos para o mundo, se torna cada vez mais ameaçador.

Desde que o conflito se acirrou nas duas últimas semanas, jornalistas palestinos têm sido alvos deliberados de ataques por autoridades israelenses, bem como jornalistas israelenses por colonos judeus, de acordo com relatórios recebidos pela Federação.

No sábado (25), o prédio que abrigava a Associated Press e a Al Jazeera foi destruído por bombas israelenses, além do local onde funcionavam várias organizações de mídia incluindo Russia Today English, ZDF- Germany, Dubai TV, Aljazeera English, Press TV, Al Hayat Jornal Aljadeedah, Al Aqsa TV, Al Aqsa Radio, Al Quds Today TV, Dubai Channel 12, Al Aqsa Visual e Tayf.

Os relatórios mostram ainda que pelo menos 27 jornalistas palestinos foram atacados ou assediados, contas de mídia social foram encerradas devido à pressão do governo israelita, e uma equipe de transmissão pública israelense foi atacada por extremistas judeus em Tel Aviv.

Diante dos fatos, o secretário geral da Federação, Anthony Bellanger, escreveu à ONU que a entidade está “seriamente preocupada com o risco de, mais uma vez, jornalistas e outros profissionais da mídia suportarem o peso da violência enquanto desempenham seu papel vital de informar seu público e o mundo sobre o conflito em curso”.

O Conselho de Segurança da ONU foi instado a agir para garantir a segurança dos profissionais da imprensa e cumprir sua Resolução número 1738 que exige que os Estados protejam os jornalistas e sua equipe de apoio que trabalham em ambientes de conflito.

O governo israelense também foi cobrado para que investigue os ataques e assassinatos de trabalhadores da mídia palestina. “A Federação Internacional dos Jornalistas acredita que a falta de investigações transparentes e a impunidade galopante para aqueles que cometem esses crimes são um terreno fértil para ataques contínuos contra a mídia em toda a Palestina e Israel”, declarou.