Brasil conquista centésima medalha de ouro em Jogos Paralímpicos

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Yeltsin ao lado do guia Bira comemorando o segundo ouro, 100º do Brasil em Jogos Paralímpicos Foto: reprodução
Yeltsin ao lado do guia Bira comemorando o segundo ouro, 100º do Brasil em Jogos Paralímpicos Foto: reprodução

É a número 100, é ouro e é do Brasil. O Brasil conquistou recorde histórico com a centésima medalha de ouro na noite desta segunda, 30, de manhã no Japão, com o corredor Yeltsin Jacques.

O atleta cruzou a linha de chegada em primeiro lugar nos 1.500 masculino, T11, para cegos, e garantiu a marca com mais uma medalha de ouro, somando 100 em Jogos Olímpicos.

O atleta também conquistou um recorde mundial ao cruzar a lilnha de chegada com 3min57s60, garantindo sua segunda medalha na competição. Ele liderou de ponta a ponta acompanhado pelo guia Antônio Carlos dos Santos, o Bira.

Motivado

“Hoje de manhã o Bira me falou isso, e me deu motivação, ele me falou: “Ó, a gente tem chance de fazer história mais uma vez, centésimo ouro do Brasil na história.

Eu falei: “é por por duas coisas. Primeiro, para subir o Brasil no quadro de medalhas; e segundo, é para construir essa história”, contou Yeltsin em entrevista ao SporTV.

Nascido em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, o brasileiro tem 5% de visão como resultado de uma condição retiniana congênita.

Trajetória

O nome do matogrossense é uma homenagem ao ex-presidente da Rússia Bóris Yeltsin.

“Meu pai era militar na época, era terceiro sargento do exército, e ele fala que o Bóris Yeltsin foi um pacifista. Eu nasci em 1991, época do fim da União Soviética e da guerra fria”, explicou o Yeltsin, em 2019, numa entrevista ao Correio do Estado, de Mato Grosso do Sul.

Yeltsin é formado em educação física pela Universidade Estácio de Sá e iniciou no atletismo aos 16 anos.

Em 2013, estreou em competições pelo Brasil no Campeonato Mundial de Lyon, na França.

Três anos depois, contraiu caxumba e sofreu uma lesão que o impediu de treinar durante quatro meses. Ele retornou às competições nos Jogos Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

“Comecei a correr com um amigo que era cego e gostava de correr como preparação para o judô. Apaixonei, larguei o judô e comecei o para-atletismo”, revelou o atleta antes do embarque para o Japão.

Fã do maratonista medalhista de bronze em Atenas-2004 Vanderlei Cordeiro de Lima, Yeltsin era cotado ao pódio em Tóquio.

Em 2019, conquistou ouro nos Jogos Parapan de Lima nos 1500m. Antes, em Toronto-2015, pendurou a medalha dourada no pescoço nos 5000m. A coleção tem, ainda, prata nos 1500m e bronze nos 800m no Mundial de 2013 da França.

Por Andréa Fassina SNB com informações do Correio Braziliense