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Brasil é o quarto país com mais mortes de jornalistas por covid-19, diz organização

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Brasil é o quarto país com mais mortes de jornalistas por covid-19, diz organização

Redação Portal IMPRENSA

Uma contagem realizada pela Press Emblem Campaign, uma organização sem fins lucrativos com foco na liberdade de imprensa e segurança do jornalista, divulgou esta semana ao Global Investigative Journalism Network números de óbitos de profissionais da categoria por covid-19.

Crédito: Agência Brasil

Os dados são alarmantes. No mundo, já são 462 mortes pela doença em 56 países, sete vezes mais do que o número coletado em maio, de 64 mortes em 24 nações.

Os países latino-americanos respondem por mais da metade do total desses óbitos e o Brasil é o quarto nesse ranking. A contagem mostra que a comunidade jornalística do Peru foi a mais atingida, com 93 mortes de repórteres, seguida pela Índia com 47, Equador com 41 e Brasil com 36.

“Por região, a América Latina lidera de longe com mais da metade das vítimas, ou 251 mortes”, disse Blaise Lempen, secretário-geral da Press Emblem Campaign. “Milhares de repórteres foram infectados com o vírus, e a morte de mais de 450 funcionários da mídia em um período de meses é uma perda sem precedentes para a profissão”.

Também foi percebido um aumento recente no total de mortes de jornalistas na Índia e em Bangladesh. As mortes mais recentes, segundo a organização, envolvem repórteres com menos de 60 anos.

Um grupo de jornalismo em Bangladesh disse ao GIJN que um medo crescente de demissões significa que muitos repórteres estão correndo riscos de infecção adicionais, incluindo congregação em redações que não existiam. alterado para distanciamento social.

Em entrevista ao Global Investigative Journalism Network, Blaise Lempen disse que a contagem verdadeira era provavelmente muito maior do que 462, já que os pesquisadores se limitaram a casos oficialmente confirmados como relacionados ao vírus, por meio de testes ou certificação.

“Tememos mais cem vítimas até o final do ano”, acrescentou Lempen. “Mas em alguns países, como na Europa, os jornalistas agora aprenderam a tomar os cuidados essenciais, como usar máscara, manter distância, evitar contatos diretos e viagens, e vimos uma diminuição nas vítimas entre eles.”