Brasileira ganha prêmio internacional de jornalismo por trabalho com fact-checking

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on email
Share on print

Redação Portal IMPRENSA

Baseado nos EUA, o Centro Internacional Para Jornalistas (ICFJ, na sigla em inglês) anunciou nesta quarta (26) a jornalista brasileira Natália Leal como uma das vencedoras da edição 2021 do Prêmio Knight Internacional de Jornalismo, um dos mais reconhecidos nas áreas de checagem de fatos e reportagem investigativa.
Diretora de conteúdo da agência Lupa, Natália foi reconhecida por seu trabalho no combate à desinformação sobre a pandemia. Desde o início da crise sanitária, a Lupa já produziu mais de 700 checagens sobre o tema.
Crédito: Reprodução Piauí
Natalia Leal, diretora de conteúdo da Agência Lupa

Em comunicado, o ICFJ destacou que Natália e sua equipe “expuseram a desinformação espalhada pelo próprio governo do presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores”. O ICFJ também ressaltou a atuação da jornalista no desenvolvimento da ferramenta No epicentro, que permite a visualização de dados sobre Covid-19 e foi feita pela Lupa em parceria com o Google News Initiative.

“Lutar contra a desinformação é, hoje, meu principal propósito como jornalista e o que me move. Acredito profundamente no jornalismo como forma de qualificar o debate público, melhorar a sociedade e proteger a democracia. É isso que eu quero continuar fazendo e ser reconhecida por essa luta é um orgulho indescritível”, declarou Natália.
A diretora da Lupa é a terceira brasileira a ganhar o prêmio. Os outros dois foram a repórter, escritora e documentarista Daniela Arbex, e Marcelo Beraba, um dos fundadores da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.
Neste ano Natália divide o Prêmio Knight Internacional de Jornalismo com Pavla Holcová, jornalista investigativa da República Tcheca que conduziu uma investigação sobre o assassinato em seu país de um colega de profissão.
“Essas mulheres nos mostram como o jornalismo está cumprindo duas de suas funções mais essenciais: fornecer informações que salvam vidas em face da desinformação maciça e responsabilizar funcionários do governo por meio de reportagens investigativas destemidas”, disse a presidente do ICFJ, Joyce Barnathan. “Natália e Pavla enfrentaram ataques para dizer a verdade e nenhuma recuou.”