Brasileiros criam substância que aumenta durabilidade de alimentos

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Amadurecimento dos alimentos pode se prolongar por até 23 dias - Foto: UFC

Amadurecimento dos alimentos pode se prolongar por até 23 dias – Foto: UFC

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará criaram uma substância que reveste frutas e hortaliças, sendo capaz de aumentar a durabilidade desses alimentos.

O produto é feito com uma base de soro de leite e óleo essencial de erva-doce. A eficiência do revestimento foi comprovada a partir de testes utilizando o mamão papaia.

Toda pesquisa foi realizada pelo Departamento de Engenharia de Alimentos (DEAL), vinculado ao Centro de Ciências Agrárias da UFC.

Importância econômica

O principal motivador da pesquisa é a economia que pode ser gerada para a população. Além disso, o revestimento também protege os alimentos contra doenças após a colheita.

As frutas usadas nos testes estavam em estado 2 de maturação, quando a fruta está com apenas 25% da superfície amarelada.

Todos os mamões foram higienizados, mergulhados na substância, depois de secos e acondicionados em caixas plásticas, as frutas foram armazenadas à temperatura de 12º C.

Os resultados indicaram que, com o revestimento, houve aumento de até 10 dias no tempo de vida útil do alimento.

O mamão sem revestimento, por outro lado, mudou sua coloração em 13 dias. Já o mamão revestido chegou no mesmo estágio em 23 dias.

“O principal diferencial [do revestimento] se deve ao fato de ser formulado com base em produtos naturais”, destaca a professora Lucicléia Barros, responsável pela pesquisa.

Ela ressalta que se trata de “uma tecnologia limpa para tratamento pós-colheita de frutas e hortaliças, capaz de promover o aumento da vida útil sem deixar resíduos tóxicos”.

Uso em outros alimentos

Lucicléia comentou que o revestimento poderá ser utilizado também em outros alimentos, bastando apenas o ajuste de proporções, considerando o tamanho e as substâncias que o compõem.

“Ao passo que esse revestimento aumenta o tempo de vida útil de vegetais, aumenta também o prazo para comercialização, consequentemente reduzindo o descarte”, aponta.

Segundo a professora, no Brasil, as perdas na cadeia de frutas e hortaliças podem chegar a até 40%.

A perspectiva da equipe é estabelecer parcerias com setores empresariais.

“Temos expectativas de uma aproximação cada vez maior entre a UFC e o setor produtivo e esperamos consolidar a transferência dessa tecnologia para empresas atuantes no setor agroalimentar”, projeta a professora.

Fruta conservada com e sem revestimento - Foto: UFC/Reprodução
Fruta conservada com e sem revestimento – Foto: UFC/Reprodução

Por Monique de Carvalho SNB com informações de O Povo