Carreata da morte: agressões à imprensa e clique certeiro de fotógrafa do Estadão

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Carreata da morte: agressões à imprensa e clique certeiro de fotógrafa do Estadão

Redação Portal IMPRENSA*

Realizadas neste domingo (19), em frente ao QG do Exército, em Brasília (DF), as manifestações populares em favor do AI-5 e de intervenção militar e contra a quarentena e o Congresso Nacional causaram polêmica não apenas pela retórica anticiência e antidemocracia endossada pela presença de Bolsonaro (num episódio que para muitos fortaleceu a oposição e configurou cometimento de crime de responsabilidade pelo presidente).
O evento também acabou sendo palco de mais uma série de ataques físicos covardes de seguidores de Bolsonaro contra jornalistas, repórteres cinematográficos e profissionais técnicos da imprensa que cobriam o ato.
De acordo com nota assinada em conjunto pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF, Sindicato dos Radialistas do DF, Federação Nacional dos Jornalistas e Federação dos Radialistas, equipes da CNN e da Rede Globo foram expulsas do local e seus membros agredidos fisicamente por grupos de apoiadores do presidente.
Crédito: Gabriela Biló/Estadão
Os sindicatos colocaram seu departamento jurídico à disposição dos profissionais agredidos, cobraram das autoridades a responsabilização dos agressores e exigiram das empresas a adoção de medidas de garantia da segurança dos trabalhadores, além da denúncia da agressão.
No formato carreata, a manifestação passou por outros pontos da capital federal antes de fazer uma parada no Setor Militar, onde Bolsonaro discursou para pessoas aglomeradas à sua volta, desrespeitando todas as orientações sanitárias de distanciamento social no combate à covid-19.
Foi neste momento que Gabriela Biló, fotojornalista do Estadão baseada em Brasília, fez uma imagem que viralizou nas redes. Ela capturou o momento em que Bolsonaro discursa, tosse, leva uma das mãos à boca e vira os olhos.
Além do clique certeiro, a foto acabou virando meme já que há suspeitas de que Bolsonaro tenha contraído covid-19 e tenha mentido ao afirmar publicamente que seu teste para a doença deu negativo.
Dentro de 25 dias, aliás, o presidente terá que mostrar ao Congresso seu teste de covid-19 (por enquanto mantido em sigilo), sob pena de ser acusado de cometimento de (mais um) crime de responsabilidade.