Coronavírus: Diocese de Dourados oriente fiéis para não darem o “abraço da paz”

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Coronavírus: Diocese de Dourados oriente fiéis para não darem o “abraço da paz”

Bispo de Dourados Dom Henrique Aparecido de Lima pede para fiéis não darem abraços e nem as mãos em missas

Legenda: Padre Miguelito fala sobre as orientações da Diocese sobre o Coronavírus – Foto: Lile Corrêa

Lile Corrêa*

Durante a Missa neste domingo, dia 15/3 na Igreja Matriz São José em Ponta Porã, o padre Miguelito destacou as orientações da Diocese de Dourados com relação ao combate ao Coronavírus.

“Estamos atendendo orientação do nosso Bispo Dom Henrique pedindo à todos para não darem abraços e nem as mãos em missas, comunguem a hóstia somente com as mãos, no abraço da paz se cumprimentem a distância”, mencionou Padre Miguelito.

Veja na integra a Nota da Diocese de Dourados ao Clero e ao Povo de Deus:

Perante as informações e ameaça da proliferação do Coronavírus (COVID-19) que estamos acompanhando nos últimos dias, vem se tornando cada vez mais necessário tomarmos medidas que evitem contágios e transmissões. Por isso, abaixo determinamos e orientamos de forma temporária, até uma segunda instrução, que no âmbito das celebrações litúrgicas e demais momentos de concentração de pessoas em nossas comunidades:

  1. Não haja momentaneamente cumprimento através de abraço ou aperto de mão nas recepções e despedidas por parte de todos. Inclusive a Pastoral da Acolhida é motivada a usar a criatividade e o bom senso para expressar a alegria e a fraternidade ao acolher os irmãos que se dirigem as celebrações e demais eventos em nossas comunidades.
  2. Não haja união das mãos para o Pai-Nosso;
  3. Não seja dado o Abraço da Paz;
  4. De acordo com o documento Redemptionis Sacramentum, “Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se quer receber na mão o Sacramento. […] Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque tendo na mão as espécies eucarísticas”. (cf. Redemptionis Sacramentum, 92). Porém, com especial caridade neste período cauteloso que vivemos, orientamos que se opte por comungar somente nas mãos. Isto para evitar a involuntária contaminação por saliva.
  5. Durante a celebração da Paixão do Senhor, na Sexta Feira-Santa, não haja o beijo da cruz, que pode ser substituído pela contemplação silenciosa da cruz (conforme indicação do próprio Missal Romano).

Nota: Acrescentamos, ainda, as “medidas de prevenção”, recomendadas pelas autoridades sanitárias: 1. Higienizar as mãos, muitas vezes, com água e sabão ou álcool em gel; 2. Utilizar lenço descartável para higiene nasal; 3. Proteger com lenços (preferencialmente descartáveis a cada uso) a boca e o nariz ao tossir ou espirrar; 4. Evitar tocar no nariz ou boca, após o contato com superfícies; 5. Manter os ambientes bem ventilados; 6. Repouso, alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

Por fim, arrogamos a cada fiel sua parcela de responsabilidade e caridade em acolher e por em prática o que acima foi determinado e orientado. Rezemos também para que em breve, a situação esteja sanada ou a menos controlada para que se possa retomar estes costumes onde eles forem comum.

Dom Henrique Aparecido de Lima, CSsR

Bispo Diocesano de Dourados-MS