CPJ divulga a lista com os 10 países mais censurados do mundo

Redação Portal IMPRENSA*
Localizado no Chifre da África, a Eritreia é o país mais censurado do mundo, seguido por Coreia do Norte (2º) e Turcomenistão (3º),  aponta o levantamento do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) com o 10 países onde os jornalistas sofrem mais repressão no mundo.

Crédito:Reuters / Tiksa Negeri
O Presidente da Eritreia Isaias Afewerki e o Primeiro Ministro Etíope Abiy Ahmed durante uma cerimônia que marcou a reabertura da Embaixada da Eritreia em Adis Abeba, Etiópia, em 16 de julho de 2018
A lista é baseada na pesquisa do CPJ sobre o uso de táticas que variam de leis de prisão e repressão à vigilância de jornalistas e restrições à Internet e acesso a mídias sociais.

Nesses países, segundo relatório, a mídia serve como porta-voz do estado, e qualquer jornalismo independente é conduzido a partir do exílio. Os poucos jornalistas estrangeiros autorizados a entrar são monitorados de perto.

Na Eritéria, o governo encerrou a mídia independente em 2001 e tem pelo menos 16 jornalistas atrás das grades desde 1 de dezembro de 2018. Sete jornalistas podem ter morrido sob custódia, segundo relatos que o CPJ não conseguiu confirmar.

Segundo da lista, a Coreia do Norte condenou dois jornalistas sul-coreanos e seus editores à morte à revelia por “insultar a dignidade do país” em setembro de 2017.

Quase todo o conteúdo dos jornais, periódicos e emissoras da Coréia do Norte vem da Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), que se concentra nas declarações da liderança política e atividades. E o acesso à internet global é restrito à elite política.

No poder desde 2006, o regime do presidente Gurbanguly Berdymukhamedov bloqueou publicações online independentes e proíbe o uso de VPNs e outras ferramentas de anonimato. O acesso à mídia estrangeira é raro.

Outros países da lista usam uma combinação de táticas contundentes, como assédio e detenção arbitrária, além de vigilância sofisticada e hackers direcionados para silenciar a imprensa independente.

Arábia Saudita, China, Vietnã e Irã são especialmente hábeis em praticar essas duas marcas de censura: prender e assediar jornalistas e suas famílias, além de se envolver no monitoramento e censura digital da internet e das mídias sociais.

Segundo o relatório, a China possui o aparato de censura mais extenso e sofisticado do mundo. Por quase duas décadas, o país está entre os principais carcereiros de jornalistas do mundo, com pelo menos 47 presos desde 1º de dezembro de 2018.

Desde 2017, nenhum site ou conta de mídia social está autorizado a fornecer serviço de notícias na internet sem a permissão da Administração do Ciberespaço da China. Os usuários da Internet são bloqueados por mecanismos de pesquisa estrangeiros, sites de notícias e plataformas de mídia social pelo Great Firewall.

Apesar de algumas melhorias nos últimos anos, incluindo a expansão da internet móvel e do acesso wi-fi, Cuba ainda tem o clima mais restrito para a imprensa nas Américas.

O governo tem como alvo jornalistas críticos por meio de assédio, vigilância física e online, detenções de curto prazo, ataques a residências e apreensões de equipamentos.

Em abril de 2019, agentesda polícia detiveram Roberto Jesús Quiñones, colaborador do site de notícias Cubanet, fora do Tribunal Municipal de Guantánamo, onde ele estava cobrindo um julgamento, e o espancaram enquanto ele estava sendo transportado para a delegacia de Guantánamo.

Veja a lista dos 10 países onde a imprensa sofre mais censura
1. Eritreia
2. Coreia do Norte
3. Turcomenistão
4. Arábia Saudita
5. China
6. Vietnã
7. Irã
8. Guiné Equatorial
9. Belarus

10. Cuba

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Lile Corrêa

Jornalista, Radialista e Recordista Bi-Mundial incluso no Guinness Book