Criticas contra Hospital Regional colocam setor de emergência na UTI

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Padre Miguelito caiu, cortou a cabeça, chegou sangrando na emergência Hospital Regional e não conseguiu ser atendido 

Lile Corrêa*

O Hospital Regional de Ponta Porã adotou um  Sistema de Classificação de Risco para dar celeridade nos atendimentos “não deu certo” só gerou criticas diárias na emissora Líder FM 104,9 contra o Instituto Gerir, Organização Social parceira do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul.

O jornalismo da Líder FM apurou que o método de triagem implantado é um protocolo com validação científica que confere a classificação de risco para os pacientes que buscam atendimento em uma unidade de urgência e emergência.

O início do processo acontece com a abertura da ficha no setor. Após o cadastro, o paciente é direcionado para a sala de triagem, e neste local um enfermeiro faz uma pré-avaliação sobre a principal queixa do paciente. Por meio desta, avalia qual o grau de prioridade para o atendimento médico, sem que ele corra risco de saúde. A pulseira de cor vermelha significa emergência, a cor amarela, urgência, a cor verde, pouca urgência e a azul baixa urgência. A implantação do acolhimento e classificação de risco dos pacientes é baseada por meio das instruções do Ministério da Saúde.

Reclamações

A reportagem da Líder FM foi domingo na emergência do Hospital Regional de Ponta Porã e “in loco” constatou pessoas que estavam com febre, tosse, dores de cabeça que esperaram duas horas para serem atendidas. Um homem com uma picada de cobra foi interpelado pela atendente que queria saber “qual cobra que o havia picado”.

Uma senhora chegou com a filha no colo chorando, foi embora sem atendimento porque na entrada da emergência foi orientada a esperar.

Cerca de 20 pessoas passaram de 2 a 3 horas aguardando serem chamadas pelos dois médicos que estavam de plantão no domingo. Revolta e indignação na semana passada quando o padre Miguelito que caiu, cortou a cabeça e foi levado pelo padre Paulo Souza a emergência do Hospital, saiu de lá sem receber atendimento.

“Levei a minha filha para consultar no Hospital, ela estava com febre, eles pediram carteira de saúde, cartão SUS, certidão de nascimento e ainda colocaram o nome da menina errado”, contou Frank Coene sobre o atendimento “perguntaram:  O que aconteceu, o que você tem, deram um Tylenol, e o médico teve a “cara de pau” de dizer que não podia fazer nada e que era para procurar um pediatra, é uma vergonha pra gente, ninguém  está fazendo  favor  pelo menos nos atenda com vontade  e dignidade”.

Na rede social Facebook Sandra Gomes Lencina mencionou “Eu fiz uma postagem no face quando cheguei as 15:00 horas com minha filha com febre,dor de cabeça, dor nas costas,e eram 20:00 fui embora por não ter sido atendida ainda,Lile Correia vai até minha página vera e postagem vergonha absurda”.

“Se nem o padre é atendimento, imagina nós”, ponderou a assistente social Luciana Oliveira ao vivo na Líder FM.

No setor de ortopedia não é diferente, um usuário do SUS teve a campainha de emergência desligada “porque incomodava muito chamando as enfermeiras”, sua irmã Elizabete reclamou na rádio, a campainha foi religada e o usuário foi orientado a ligar na rádio e agradecer o atendimento.

De acordo com o Ministério da Saúde o cidadão pode procurar o Disque Saúde 136 para reclamar nas seguintes situações:

– Denúncia: quando se quer indicar irregularidade ou indício de irregularidade na administração ou no atendimento por entidade pública ou privada de Saúde. Exemplos: Cobrança de procedimento, negligência médica.

– Reclamação: quando se quer relatar insatisfação em relação às ações e aos serviços de saúde, sem conteúdo de requerimento. Exemplos: Demora no atendimento, falta de medicamentos.

Para registrar sua manifestação, o cidadão deve procurar o Disque Saúde 136 somente após entrar em contato com a Secretaria de Saúde do seu município, a responsável pelo tratamento de questões de saúde em sua cidade.

Repercussão

O site internacional Porã News publicou matéria “Demora na área de triagem e péssimo atendimento dos funcionários e profissionais do sistema de saúde do Hospital Regional de Ponta Porã irrita usuários e famílias de pacientes”.

Outro lado

A Rádio Líder FM 104,9 encaminhou pedido de esclarecimento a assessoria de Imprensa do Hospital Regional de Ponta Porã e esta aguardando a resposta.

O Hospital Regional José de Simone Neto, tem 23 anos e conta com 104 leitos, sendo 30 de Clínica Médica, 26 Clínica Cirúrgica e Ortopédica, 21 de Clínica Obstétrica e 27 de Clínica Pediátrica, além de 15 leitos na sala verde (observação no Pronto Socorro) e três salas no Centro Cirúrgico, e agora conta com um site com informações sobre os serviços oferecidos, entre eles atendimento de baixa e média complexidade nas unidades de internação, cirurgias de médio e pequeno porte, atendimento de urgência e emergência 24h por dia e exames laboratoriais e de imagem como raio X, tomografia computadorizada, ultrassonografia e eletrocardiograma.

Legenda: Usuários aguardam atendimento na emergência do Hospital de Ponta Porã (Fotos: Léo Veras/Porã News)