Demissões em Rádio, TV e internet não param

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Os funcionários da Rádio Tupi do Rio de Janeiro, que pertence aos Diários Associados, foi um dos grupos que mais sofreu com a crise nos veículos de comunicação. Eles estão desde 2015 sem receber seus salários regularmente. A empresa até hoje não pagou o décimo terceiro salário do ano passado. Os empregados da rádio fizeram em 2016 três paralisações na tentativa de que a empresa quite suas obrigações trabalhistas, sem nenhum resultado até agora.

Em Minas Gerais, o jornal Hoje em Dia desligou cerca de 40 jornalistas (quase metade de sua redação) em fevereiro deste ano. Na época, os colaboradores foram dispensados sem comunicação prévia.

A Folha de S. Paulo também foi afetada com demissões. Neste mês de dezembro, a empresa demitiu seis profissionais. Em setembro, a Folha já tinha unificado as editorias de ‘Cotidiano’ e ‘Esportes’ e realizado mudanças na sucursal carioca – com enxugamento do quadro de funcionários e alteração do local do escritório –, demitindo ao menos 10 profissionais.

Em dezembro a Fundação Piratini foi extinta no Rio Grande do Sul, provocando o fechamento da TVE-RS e da rádio FM Cultura. Dos 259 servidores, 40 serão absorvidos pela Secretaria de Comunicação do Estado. Os outros 219 foram simplesmente dispensados.

Um pouco antes do mês de outubro foi anunciado no Norte do País o fechamento de dois veículos controlados pela Rede Amazônia: a TV Amazon Sat e a Rádio CBN. As emissoras funcionavam no Acre e, com o encerramento de suas atividades, passaram a reproduzir conteúdo desenvolvido pela rede em Manaus. Quinze  funcionários foram demitidos.

A TV Bandeirantes também anunciou em março o fechamento de duas sucursais em Santa Catarina, que resultou no desligamento de quatro jornalistas da empresa.

A crise alcançou a Rádio Globo de Belo Horizonte que encerrou suas atividades após 14 anos de existência. Conhecida por sua programação esportiva, a emissora do Sistema Globo de Rádio (SGR) deixou de ser transmitida na capital mineira em dezembro. Com isso, mais de 20 profissionais foram dispensados. A justificativa para o fim das operações teria sido seu elevado custo de manutenção.

Um ano após lançar o site Fato Online, o empresário e idealizador do projeto, Silvio Assis, decidiu encerrar as atividades do portal de notícias. A explicação foi a mesma de sempre: problemas financeiros e risco de despejo da sede do veículo em Brasília. Com o encerramento, mais de cem funcionários deixaram de receber salários relativos a dezembro de 2015, janeiro e fevereiro deste ano.

No início de dezembro, a Elemidia, empresa de mídia digital, realizou grande corte. A empresa demitiu metade de sua redação, cerca de 40 jornalistas.