Em tratamento para engravidar, jornalista cria blog para abrir o coração, dividir lutas e ajudar outras pessoas

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Em tratamento para engravidar, jornalista cria blog para abrir o coração, dividir lutas e ajudar outras pessoas

Por Nadyenka Castro, G1 MS

“Não há um dia sequer que eu, Evelyn, não me lembre que estou tentando ter um bebê”, é assim que a jornalista Evelyn Souza tenta resumir o que começou há cerca de um ano e meio durante uma consulta ginecológica de rotina. Hoje, aos 31 anos, casada há 5, ela se vê com a fé renovada, mais tranquila e fortalecida para “abrir o coração, dividir lutas e ajudar outras pessoas”. Com essa proposta, a apresentadora e repórter lança o www.evelynsouza.com.br.

A jornalista sempre teve o desejo de ser mãe, porém, até então não havia parado para pensar no assunto. Durante uma consulta, se viu diante de infecção nas trompas, necessidade de cirurgia, infertilidade e possibilidade de fertilização invitro. Foram quatro diagnósticos iguais.

“Eu não aceitei esse diagnóstico porque eu nunca tinha tentado engravidar antes na minha vida. E eu não achava justo que minha primeira tentativa fosse assim. Eu queria tentar por meio natural. Viver a expectativa, a ansiedade que toda mulher que quer ter filho espera viver”, desabafa.

Tratamento

No quinto médico, mais uma vez indicação de cirurgia, porém, com chances de engravidar. Evelyn então aceitou, ficou dois meses afastada do trabalho por conta do procedimento e hoje está em tratamento para ter um bebê.

Nesse um ano e meio, as angústias eram divididas somente com o marido, a mãe e duas amigas. “O diagnóstico tirou meu sorriso, a minha leveza, a minha alegria, por muito, muito tempo”, diz. “Todo mês é uma luta. Uma angústia, de que vai conseguir. […] Faz tudo direitinho e de repente, você se depara mais uma vez com o negativo”, fala, emocionada.

O marido, Rafael, já havia comentado para que Evelyn passasse a escrever sobre o assunto. Mas ainda receosa diante de algo muito pessoal, de cobranças por parte da sociedade e vendo várias amigas mães, a jornalista não se sentia segura. “O mais difícil é controlar a mente”.

Blog

Nesse tempo todo, Evelyn fortaleceu a fé e em um domingo de folga acordou e escreveu sobre o assunto. Porém, guardou para si. Até que dias depois, leu um livro e acordou decidida a abrir o coração.

“Eu li esse livro num sábado, até que no domingo eu acordei com uma coragem, com uma força que eu não sei de onde veio. Mas eu acordei disposta a compartilhar tudo aquilo que eu estava vivendo. Porque, como disse uma amiga, eu poderia sim ajudar muitas e muitas mulheres que estavam se sentindo muito sozinhas como eu me senti nesse um ano e meio”.

E então, a jornalista lançou o blog. “É uma forma de desabafar o que muito tempo ficou guardado. Hoje consigo enxergar o lado bom de tudo isso: cresci, amadureci, me aproximei de Deus, fortaleci a minha fé! Escrever tem sido maravilhoso, é o sossego que eu precisava para o meu coração nesse momento que é o mais desafiador da minha vida”, diz.

A adoção de uma criança sempre passou pela cabeça da jornalista. Mas o momento é de tentativa natural.

No blog haverá ainda dicas de profissionais de diferentes áreas e espaço para pessoas comuns que assim como a Evelyn, eu e você travamos lutas diárias em prol de sonhos, objetivos e de fazer do mundo um lugar ainda melhor!

“Me surpreendi pelo fato que em questão de minutos, Muitas pessoas conhecidas me procuraram dizendo que estão passando pelo mesmo que eu. Outras que eu nem conheço abriram seus corações, contaram seus testemunhos….Ver que não estamos sozinhas fortalece a nossa luta, e acalma nossos corações”, finaliza.

Evelyn e o marido, no casamento, há cinco anos — Foto: Arquivo Pessoal

Evelyn e o marido, no casamento, há cinco anos — Foto: Arquivo Pessoal