Entidades jornalísticas defendem a remuneração de conteúdo pelas plataformas

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on email
Share on print
Redação Portal IMPRENSA
Em um manifesto lançado ontem (21), a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), a Aliança de Mídia (NMA), a Associação Nacional de Jornais (ANJ), entre outras entidades, defendem a remuneração da produção de conteúdo jornalístico pelas plataformas de internet.
“Nós, membros do setor jornalístico, acreditamos que é necessário haver estratégias coerentes em âmbito mundial para fazer cumprir um direito que se baseia tanto na propriedade intelectual quanto nas leis antitruste”, prossegue o texto.
Crédito: Reprodução/Pixabay
Notícias internet
Entidades jornalísticas lançaram manifesto endereçado a plataformas online
As organizações defendem a adoção de um modelo nos moldes do implantado na Austrália, que implantou neste ano um Código de Negociação Obrigatória para Mídia de Notícias e Plataformas Digitais.
“Isso prevê mecanismos de arbitragem obrigatória para garantir que essas plataformas, que são espaços facilitadores ou essenciais, ou ‘portais de acesso’ à internet, paguem aos meios de comunicação pelo uso que fazem do seu conteúdo, com qual obtém muitos benefícios, diretos e indiretos”, explica.
A nota classifica como “louvável” iniciativas tomadas por empresas como Google  e Facebook, que visam “pagar à mídia em alguns países pelas licenças de conteúdo”, mas diz que é preciso ir além.
“Esses programas ainda não são a resposta justa e completa que o setor precisa para compensar as distorções e restabelecer um certo equilíbrio do ecossistema. A compensação não pode ser feita apenas com base na vontade unilateral das plataformas.”
Em nota enviada à Folha, Google já se posicionou sobre o caso, afirmando que “apoiar o jornalismo de qualidade é uma prioridade”. “Temos um histórico consistente de trabalho e contato com as associações envolvidas, ajudando associados a crescer sua audiência e seus negócios”.
“Como uma das empresas que mais apoiam financeiramente o jornalismo de qualidade, acreditamos que temos uma responsabilidade compartilhada de garantir um futuro robusto para a produção de notícias e estamos comprometidos em fazer a nossa parte para que isso aconteça”, prossegue.
“Nosso programa mais recente, o Google Destaques, faz parte desse compromisso e estabelece um modelo de pagamento a veículos pelo licenciamento de conteúdo de alta qualidade. Atualmente, brasileiros têm acesso ao conteúdo selecionado de mais de 55 publicações nacionais, regionais e locais por meio do Google Destaques.”
Já o Facebook disse que está “trabalhando com associações de notícias em toda região, incluindo a SIP e outros participantes da declaração, como a ANJ, para ajudar a construir uma indústria de notícias sustentável”, em nota assinada pela diretora de parcerias de notícias para a América Latina, Claudia Gurfinkel.
“Veículos de notícias usam o Facebook e compartilham seus conteúdos em nossas plataformas para aumentar o tráfego de acesso de seus artigos e sites, se conectar a novas audiências, explorar formatos digitais e monetizar”, continua.
“Estamos investindo mais de US$ 1 bilhão em jornalismo globalmente e continuaremos colaborando para apoiar o papel fundamental do jornalismo na democracia.”
Além das três entidades, assinam o documento a Associação Mundial de Editores de Notícias (WAN-IFRA), a Organização Ibero-americana de Telecomunicações (OTI), a Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) e empresas de mídia em 11 países.