Estudo alerta sobre violência contra jornalistas

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on email
Share on print

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) divulgou nesta terça-feira, 11, sua pesquisa anual chamada “Violações à Liberdade de Expressão”, que visa mapear casos de violência contra jornalistas no Brasil. Embora o número de jornalistas assassinatos tenha diminuído de oito, em 2015, para dois, em 2016, os registros de “agressões físicas, atentados, ataques, ameaças e intimidações” subiram 62,26% (106 em 2015 contra 172 um ano depois).

Os maiores responsáveis por casos de violência contra jornalistas são agentes de segurança pública, seguidos por manifestantes. “Essa incompreensão dos agentes de segurança pública em relação ao real papel dos profissionais da imprensa talvez seja um dos mais graves problemas que devem ser enfrentados. A inclusão, nos treinamentos, sobre como tratar os profissionais e veículos de comunicação na cobertura de eventos públicos seria extremamente relevante e atenuaria os casos que estamos lamentavelmente relatando”, afirmou o presidente da ABERT, Paulo Tonet Camargo, em coletiva à imprensa.

O estudo foi apresentado nesta quarta-feira, 12, à Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara dos Deputados, evento sugerido pelo deputado Paulão (PT-AL). “O Brasil é o quinto país com mais ataques aos jornalistas, à frente, inclusive, de países em guerra civil, como o Iêmen”, disse o parlamentar, de acordo com  Jornal do Brasil.

Legenda: Comissão de Direitos Humanos da Câmara promoveu debate sobre a situação do exercício do jornalismo no País