Google e Facebook devem dividir ganhos com publicidade online com empresas de notícias, defende entidade britânica

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Redação Portal IMPRENSA*
Especializado em comunicação e jornalismo, o tradicional veículo britânico PressGazette (fundado em 1965) publicou na última sexta-feira, 2 de agosto, uma reportagem que ilustra um novo capítulo do embate entre a indústria de notícias e gigantes digitais como Google e Facebook em torno das receitas publicitárias online.
Intitulada “Google e Facebook deveriam compartilhar quanto eles extraem da indústria de notícias”, a reportagem aborda os esforços da News Media Association (NMA), entidade representativa de jornais e empresas de notícias do Reino Unido, para que o governo britânico exija que Google e Facebook revelem o valor exato do dinheiro que arrecadam a partir da distribuição de conteúdo produzido por empresas de notícias.
“Para garantir uma maior compreensão da cadeia de valor da publicidade digital, as plataformas de tecnologia devem ser obrigadas a revelar o valor monetário que extraem do conteúdo de notícias do Reino Unido anualmente”, afirma em comunicado oficial a NMA.
Crédito:Reprodução PressGazette
Empresas de notícias do Reino Unido querem negociar participação na publicidade online com Google e Facebook

A entidade também pediu a criação de uma “unidade de mercados digitais” dentro da agência de defesa da concorrência do Reino Unido (CMA, na sigla em inglês). Recentemente a CMA abriu uma investigação sobre o modo como o duopólio digital formado por Google e Facebook coleta e explora dados pessoais para dominar o mercado de publicidade online do Reino Unido, estimado em 65 bilhões de reais/ano.

Google e Facebook deverão controlar, em 2020, nada menos do que 70% dos anúncios online britânicos. Já os gastos com publicidade em jornais e revistas devem encerrar o ano de 2019 representando menos de 10% do mercado do Reino Unido.
Atuando para que essa proporção não comprometa a existência de seus associados, a NMA sustenta que Google e Facebook devem negociar de maneira justa com as empresas de notícias formas de dividir o valor arrecadado com publicidade online.
“Espera-se que isso ajude a reequilibrar o mercado de publicidade digital e os anunciantes possam ter mais confiança de que suas mensagens de marca são vistas por pessoas reais vendo conteúdo real em um ambiente seguro para a marca”, defende o comunicado da NMA.
A entidade também propôs que o CMA investigue o controle das plataformas online na coleta, agregação, processamento e venda de dados pessoais que coletam de editores de notícias e outros para impulsionar suas receitas de anúncios.