International Press Institute registra 104 violações à liberdade de imprensa ligadas à cobertura da Covid-19

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International Press Institute registra 104 violações à liberdade de imprensa ligadas à cobertura da Covid-19

O International Press Institute (IPI), uma rede global formada por editores, executivos de mídia e jornalistas, está monitorando as restrições à liberdade de imprensa em meio à pandemia da Covid-19.
Com esta iniciativa, procura ressaltar a importância dos governos no mundo todo em reconhecer o papel crucial da mídia durante a pandemia, e de garantir que medidas de emergência para lidar com a doença não sejam usadas como pretexto para censurar notícias ou implementar regulações contra a liberdade de imprensa.
“A livre circulação de notícias, é mais essencial do que nunca nesta situação, tanto para informar o público sobre medidas vitais para conter o vírus, bem como para manter um diálogo aberto e um debate referente à adequação destas medidas, o que é essencial para conquistar a confiança do público”, destaca Barbara Trionfi, diretora executiva do IPI.
Trionfi reforça o papel da mídia como aliada no combate a Covid-19, no entanto, se preocupa com as restrições impostas pelos governos. “É imperativo que a crise na saúde não seja usada como desculpa para acelerar regulações regressivas que podem afetar a cobertura pela mídia da crise e suas consequências, e ter potencial para permanecer [após a crise], limitando a liberdade de imprensa e silenciando vozes críticas”, afirma a diretora do IPI.
Crédito:Reprodução / site IPI
O monitoramento do IPI é feito por regiões, considerando a Ásia e Pacífico, Américas, Europa, Oriente Médio e norte da África (MENA), e África. Dentre as violações consideradas estão prisões e sentenças, restrições no acesso à informação, censura, regulamentos excessivos de fake news, e ataque físico ou verbal.
Até o momento, já foram registradas 104 violações à liberdade de imprensa. Na Ásia, as maiores violações estão ligadas a prisões e sentenças, num total de oito, número que é superado pela Europa, com nove. Nas Américas e Europa, as violações estão ligadas a ataques físicos ou verbais, com oito e nove respectivamente, números que são superados pela África, com 14. E na MENA, as maiores violações estão ligadas à censura, com cinco.
Acompanhe a atualização do monitoramento no site do IPI.