Jornalista é morto após criticar autoridades

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Presidente Rodrigo Duterte foi desafiado pela União Nacional de Jornalistas das Filipinas a encontrar o assassino do colunista. Foto AP

A Folha de São Paulo publicou reportagem sobre a morte de Larry Que, colunista de um jornal do interior das Filipinas. Ele foi morto a tiros na última segunda-feira (19) após escrever um texto dizendo que oficiais foram negligentes na descoberta de um laboratório de metanfetamina. Esse foi o primeiro assassinato de um jornalista no país durante sua guerra contra as drogas.

A União Nacional de Jornalistas das Filipinas condenou nesta quarta-feira (21) a morte de Larry Que, que escrevia para um site da ilha de Catanduanes, e disse que “desafiava” o presidente Rodrigo Duterte a encontrar o assassino e a usar a força especial que ele montou para proteger a mídia.

As Filipinas têm um dos ambientes mais liberais para a mídia na Ásia, e um dos mais perigosos para jornalistas. Investigações sobre mortes frequentemente terminam como inconclusivas.

Segundo a reportagem, a União afirmou que Larry Que era o responsável pelo site Catanduanes News Now, uma publicação nova, por apenas duas semanas antes de ser assassinado em frente ao seu local de trabalho. Ele também tinha uma empresa de seguros e já havia concorrido a cargos políticos na região.

Duterte assinou uma ordem administrativa em outubro para criar uma força-tarefa de ministros, policiais e oficiais de justiça para proteger a imprensa.

Ernesto Abella, porta-voz da presidência, afirmou que o governo condena a violência contra jornalistas e pediu uma investigação completa sobre a morte de Que.