Jornalista foi estrangulado e desmembrado, garante procurador turco

Redação Portal IMPRENSA

Aos poucos a situação da morte do jornalista Jamal Khashoggi começa a ser revelada. Procurador-chefe de Istambul, Irfan Fidan, afirmou que o profissional foi estrangulado assim que entrou no consulado da Arábia Saudita, na capital turca, no dia 2 de novembro. De acordo com Fidan, o crime foi premeditado e a vítima teve o corpo desmembrado antes de ser transferido para outro local.

Crédito:Divulgação

As informações foram divulgadas em comunicado oficial do procurador, que não ficou muito satisfeito com a reunião com o procurador-geral saudita, Saud al-Mojed, enviado ao país para tratar do assunto. De acordo com Fidan, a conversa não teve “nenhum resultado concreto”.

O governo turco colocou três questões principais à Arábia Saudita: Onde está o corpo de Khashoggi? Eles (sauditas) possuem alguma nova informação a respeito dos planos para o assassinato? Quem foi o colaborador local? Uma fonte, cujo nome foi mantido em sigilo, teria dito à agência Reuters que o corpo do jornalista havia sido entregue a um colaborador local, em Istambul, depois do crime.

De acordo com Fidan, os sauditas responderam por escrito os questionamentos, afirmando que as respostas só poderiam vir de uma investigação conjunta e que em nenhum momento houve confirmação oficial da existência de um colaborador.

Khashoggi era um crítico da monarquia do país. Em 2017, ele mudou para os Estados Unidos temendo represálias. O jornalista era um dos articulistas do jornal The Washington Post. A Arábia Saudita nega o envolvimento da casa real com o assassinato.

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Lile Corrêa

Jornalista, Radialista e Recordista Bi-Mundial incluso no Guinness Book