Jornalista sueca desaparece num submarino

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on email
Share on print

Kim Wall, uma jornalista sueca de 30 anos, desapareceu sem deixar rasto. Foi vista pela última vez num submarino, com o proprietário Peter Madsen, na quinta-feira.

O objetivo era fazer uma reportagem sobre o submarino, mas este afundou-se pouco tempo depois de iniciarem a viagem. Peter Madsen foi resgatado com vida, mas não há sinal da jornalista. A polícia suspeita que o engenheiro esteja envolvido no desaparecimento de Kim Wall.

Kim e Peter partiram de um porto de Copenhaguem, na Dinamarca, na quinta-feira. O mistério prende-se com o que aconteceu desde esse o momento e aquele em que o submarino UC3 Natilus foi encontrado no fundo do mar.

O engenheiro Peter Madsen interrogado pelas autoridades (Imagem: Reprodução)

 

 

 

 

 

 

O engenheiro assegura que, depois de algumas horas de viagem, desembarcaram na ilha dinamarquesa de Refshaleoen Wall, a pedido da jornalista. Contudo, Kim não regressou a casa.

Na manhã de sexta-feira, o namorado denunciou o desaparecimento de Kim Wall às autoridades, que iniciaram as buscas.

De acordo com a agência EFE, o submarino foi encontrado na baía de Koge, perto da ilha de Dragoer, e afundou-se pouco tempo depois. Peter Madsen estava na torre de controlo e foi resgatado por uma embarcação privada.

O engenheiro afirma que houve um problema com o tanque de lastro (o compartimento que armazena água para estabilizar o submarino).

Estava testando algumas coisas no submarino e, então, aconteceu alguma algo com o tanque de lastro”, disse Peter Madsen à imprensa dinamarquesa.

O UC3 Natilus foi encontrado a sete metros de profundidade e foi, depois, arrastado sete quilómetros, por um barco de salvamento, até à costa, para ser posteriormente transportado para terra firme. Nas buscas feitas ao submarino, não foi encontrado nenhum corpo a bordo.

A polícia dinamarquesa suspeita que Peter Madsen tenha matado Kim Wall e tenha provocado o naufrágio do submarino. O engenheiro já foi detido e está em prisão preventiva.

De acordo com o The Guardian, Peter foi detido preventivamente por suspeitas de ter matado a repórter “de uma forma desconhecida” e num “local desconhecido”. Contudo, as autoridades reconhecem que falta aparecer o corpo da jornalista. As buscas continuam por via terrestre, aérea e marítima.