Jornalistas em quarentena: série exclusiva

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Jornalistas em quarentena: série exclusiva

Jornalista é assim mesmo… Vive se inspirando nos outros jornalistas. Quando vi a matéria que a Lívia Ferrari publicou aqui no site em 21 de maio sobre os repórteres que correm riscos diários na porta do Alvorada, tentando entrevistar o presidente aloprado, imaginei uma pauta.

Falei com a Lívia, com a Andrea Penna, com a conselheira Vera Perfeito e, juntos, bolamos a série Jornalistas em quarentena.

Procurei então a Renée Castelo Branco, associada da ABI, com quem trabalhei como repórter na Folha de São Paulo lá atrás, no final da década 70 e fomos à luta. Começamos a entrevistar profissionais que, pelas circunstâncias, tiveram que mudar suas rotinas de trabalho.

A pauta teve imediata aceitação dos jornalistas, escolhidos pela nossa memória recente e o resultado não poderia ter sido melhor, tal a diversidade de ideias e opiniões que foi brotando. Falaram conosco:

Ana Luíza Guimarães, Caco Barcellos, Chico Caruso, Ernesto Paglia, Fernando Gabeira, Fernando Morais, Jorge Pontual, José Trajano, Juca Kfouri, Leilane Neubarth, Luis Nassif, Marcelo Auler, Mariana Kotscho, Norma Couri, Paulo Markun, Pedro Bial, Ricardo Kotscho e  Ricardo Lessa.

A edição dos podcasts foi feita pelo jornalista Paulo Gustavo, que escreve sobre cultura pop no portal Freakpop.

Pedro Bial abre a série.

Por Ricardo Carvalho (conselheiro e diretor licenciado da ABI, em São Paulo)

“Achei que seria estimulante, mas está sendo muito mais intenso”

No “Conversa” de 21 de maio, Lima Duarte estava em sua casa. De repente, Pedro Bial, na outra telinha, também em casa, pega um lenço de papel, enxuga as lágrimas e faz um desabafo-homenagem ao Lima, cuja narrativa emocionada de um poema levou o experiente jornalista ao choro.

Isto aconteceria no estúdio? O que mudou com o “Conversa digital”? A redação faz falta? E a plateia? Qual a diferença entre conversa e entrevista? E o prazer da maior convivência com as duas filhas pequenas?

Com a palavra, Pedro Bial: