Jornalistas na América Latina sofreram 87 ataques desde o início da pandemia

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Jornalistas na América Latina sofreram 87 ataques desde o início da pandemia

Levantamento feito pela Voces del Sur (VDS) aponta que os jornalistas sofreram, pelo menos, 87 ataques na América Latina no período de 1º de março a 21 de abril, quando foram registrados os primeiros casos de infecções por coronavírus na América Latina.

Crédito: Reprodução
Os ataques foram monitorados por oito organizações que integram a Voces del Sur: Fundamedios (Equador), Abraji (Brasil), Fundação Violeta Barrios de Chamorro (Nicarágua), Associação Nacional de Imprensa (ANP Bolívia), Comitê de Expressão Livre (C-Libre Honduras), Instituto Demos (Guatemala) e o Instituto Prensa e Sociedade (Ipys Venezuela e Peru).
A Venezuela encabeça a lista, com 22 agressões e 14 prisões arbitrárias.
O Brasil vem a seguir, com 24 violações, entre elas 13 agressões a profissionais da imprensa e nove discursos estigmatizantes, sendo oito feitos pelo presidente Jair Bolsonaro e um pelo ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta, além de dois assédios virtuais, feitos pelo pastor Silas Malafaia em uma live, e pelo deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), no Twitter.
Honduras é o terceiro país da lista, com 14 casos.  Segundo o relatório, a Nicarágua está sujeita a impedimentos à cobertura e censura pelo regime de Daniel Ortega; enquanto no Peru há pouco acesso à informação pública.
Embora não esteja entre os países com mais ataques diretos à imprensa, o Equador registrou 13 mortes de profissionais de imprensa por covid-19 entre 25 de março e 20 de abril.