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Jornalistas são feridos pela polícia durante protestos no Peru

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Jornalistas são feridos pela polícia durante protestos no Peru

Redação Portal IMPRENSA 

A Associação Nacional de Jornalistas do Peru (ANP) relatou 26 ataques de policiais contra jornalistas que cobriam os protestos da população devido à atual crise política do país. As manifestações ocorreram após a derrubada do presidente Martín Vizcarra e a posse de Manuel Merino.
A associação denunciou o uso da força policial contra jornalistas e fotojornalistas que estão em Lima e em várias cidades do país. A repressão ocorreu entre os dias 9 e 12 de novembro. Para a ANP, as ações praticadas por policiais constituem abertamente abuso de autoridade.

“A ANP lembra que é dever do Estado dar garantias para o pleno exercício do direito à liberdade de informação, expressão e opinião, para que os excessos de função dos integrantes da Polícia Nacional do Peru sejam violações do que está previsto no ordenamento jurídico nacional e viola as normas de ação estabelecidas pelo sistema interamericano de direitos humanos”, informou.
A Associação exigiu o fim imediato das detenções ilegais, a identificação dos policiais infratores e uma investigação independente e imediata sobre o uso excessivo da força policial.

Crédito: Crónica Viva
Relatos
O OjoPublico relatou que seu repórter Alonso Balbuena Bellatín foi ferido com violência na perna por uma bomba de gás lacrimogêneo disparada pela polícia. Ele estava cobrindo os protestos massivos que ocorreram no centro de Lima.

Balbuena estava nas proximidades do Palácio da Justiça, junto com outros repórteres, quando a polícia disparou várias bombas de gás lacrimogêneo contra os corpos das pessoas. Um deles atingiu a perna direita do jornalista, causando um ferimento no meio da tíbia, obrigando-o a permanecer sentado à espera de ajuda.

Crédito: OjoPúblico
Outros três jornalistas foram feridos por projéteis e bombas de gás lacrimogêneo: o fotojornalista Alonso Chero, do El Comercio; o fotógrafo Ernesto Benavides, da AFP; e um relator do RPP (não identificado).
Organizações civis 
Organizações civis se manifestaram contra as ações violentas das forças policiais, como a Coordenadoria Nacional de Direitos Humanos e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Mar Pérez, da Coordenadora Nacional de Direitos Humanos, expressou sua preocupação com a atuação da polícia durante as passeatas dos últimos dias em todo o país. “Estamos presenciando o uso de métodos usados nos anos mais sombrios da violência em nosso país, e que acreditávamos terem sido descartados. Obviamente a polícia age assim, com excessos, porque se sente politicamente protegida ”, disse.