Juan Bautista é o décimo jornalista assassinado no México em seis meses

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Redação Portal IMPRENSA*
O jornalista mexicano Juan Escamilla Bautista morreu no último sábado, 22 de junho, após sofrer um ataque a tiros quatro dias antes. Bautista atuava no jornal Expreso, da cidade de Vitória, capital do estado de Tamaulipas, onde era diretor de redação.

Crédito:Montagem com imagem de reprodução da capa do jornal Expreso
Devido às circunstâncias do crime, foi necessário acionar os mecanismos de proteção a testemunhas e familiares. O jornal Expreso já havia sido alvo de diversas agressões e atos intimidatórios. Em dezembro último, uma cabeça humana foi deixada próximo às rotativas do parque gráfico. Anos atrás, ocorreu uma explosão nos arredores da redação.
Fernando Ortiz, secretário geral do Sindicato Nacional dos Redactores de Prensa (SNRP), uma das principais entidades representativas dos jornalistas mexicanos, declarou que é necessária uma enérgica investigação para o crime. “Estes lamentáveis atos seguem ameaçando a liberdade de expressão de um país inteiro”, sintetizou Ortiz.
O SNRP destaca em nota que “o ano de 2019 transformou-se no mais mortal para os jornalistas do México. De acordo com dados de organizações de jornalistas, já somam dez profissionais assassinados em apenas seis meses”.
Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Emmanuel Colombié, diretor para a América Latina da Repórteres Sem Fronteiras (RSF), comenta o panorama do México no Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa. “No caso do México, a violência letal contra jornalistas é a mais grave no continente, com pelo menos 10 casos de comunicadores assassinados em 2018. Mas de maneira geral, percebemos que a deterioração da liberdade de imprensa na região está atrelada ao crescimento do autoritarismo e de um contexto marcado pela desinformação em que a confiança na mídia passa a ser sistematicamente questionada e atacada”, afirma o diretor da RSF.