Líder do parlamento venezuelano Juan Guaidó cria Comissão Presidencial para reestruturar o canal Telesur

telesur
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on email
Share on telegram
Share on print
Share on whatsapp

Líder do parlamento venezuelano Juan Guaidó cria Comissão Presidencial para reestruturar o canal Telesur

Por Paola Nalvarte/JL

Juan Guaidó, líder da oposição na Venezuela, anunciou no Twitter que iniciará o “processo de resgate” do canal estatal da Telesur – que também cobre notícias da América Latina – “para colocá-lo a serviço da verdade, pluralidade, democracia venezuelana e regional.”

Guaidó foi eleito presidente da Assembleia Nacional em 5 de janeiro de 2019, quando era deputado. Logo, e com a atual crise política, econômica e social do país, Guaidó se declarou presidente da Venezuela em 23 de janeiro daquele ano. No início de 2020, a oposição o ratificou como líder da Assembleia Nacional e mais de 50 países do mundo passaram a reconhecê-lo como o presidente encarregado da Venezuela, apesar de Nicolás Maduro ainda estar no cargo.

Para a reestruturação da Telesur, Guaidó decidiu criar uma Comissão Presidencial que será integrada por uma equipe de profissionais independentes que definirá nos próximos dias, publicou o site venezuelano Efecto Cocuyo.

A Telesur foi criada em 2005 pelos então presidentes da Venezuela e Cuba, Hugo Chávez e Fidel Castro, respectivamente, com o apoio inicial e progressivo de outros países da região, como Equador, Argentina, Uruguai, Cuba, Nicarágua e Bolívia. O canal a cabo venezuelano ainda possui filiais na maioria desses países, exceto na Argentina.

Em 2016, a Argentina anunciou seus planos de se desconectar financeiramente da Telesur e a retirada de seu sinal de televisão pública no país.

“Desde a sua criação, a Telesur tem sido usada para promover a desestabilização da região, apoiar grupos terroristas, atacar a democracia, mentir sobre a Venezuela e defender a ditadura de Maduro”, disse Guaidó via Twitter.

Em resposta, a presidente da Telesur, Patricia Villegas, afirmou em 14 de janeiro que o canal estatal é uma alternativa às grandes redes de notícias hegemônicas e que aprimora a identidade, a cultura e os sentimentos dos povos da América Latina e do Caribe.

“Eles desejam expropriar seu sinal e interromper uma plataforma de comunicação que serviu para a reunião dos povos”, disse Villegas. Por meio da declaração, Villegas também invocou a ajuda de governos, instituições, sindicatos jornalísticos e “povos” da região para defender a plataforma de informação e o direito à informação.

O atual presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, mostrou seu apoio à Telesur no Twitter. “Rejeitamos fortemente as ameaças contra a voz e a imagem dos povos que lutam e resistem ao ataque imperial”, disse o presidente cubano na rede social.