Maior aquário de água doce do mundo entra na lista de atrativos turísticos mais sustentáveis

Por Nadine Lopes, g1 MS

O Bioparque Pantanal, considerado maior aquário de água doce do mundo, localizado em Campo Grande, alcançou um marco ao receber o selo internacional “Ouro” em sustentabilidade, concedido pelo programa Good Travel Seal, da fundação holandesa Green Destinations.

Com a certificação, o local integra a lista de atrativos que se destacam mundialmente no turismo ambientalmente responsável.

A avaliação foi realizada por uma auditoria credenciada, que analisou 60 critérios distribuídos em dez temáticas:

  • Gestão Sustentável e Governança;
  • Natureza e Paisagem;
  • Ambiente e Clima;
  • Cultura e Tradição;
  • Bem-estar Social e Comunidade;
  • Emprego e Condições de Trabalho;
  • Inclusão e Acessibilidade;
  • Energia e Eficiência de Recursos;
  • Resíduos e Saneamento;
  • e Informação e Comunicação ao Visitante.

A certificação, viabilizada pela Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul, posiciona o Bioparque Pantanal entre os atrativos turísticos mais sustentáveis do mundo.

Além do Bioparque Pantanal, outros atrativos de Bonito e Jardim também receberam certificação, entre eles a Lagoa Misteriosa.

O selo proporciona reconhecimento, credibilidade e vantagem competitiva ao empreendimento. A entrega oficial ocorreu na quarta-feira (19), no auditório do Bioparque.

Maior aquário de água doce do mundo

Com 453 espécies, 239 tanques e 5 milhões de litros de água, o Bioparque Pantanal foi inaugurado em 2022. O aquário gigante visa trazer a total imersão ao ecossistema pantaneiro para o público.

Desde a abertura, o local já recebeu mais de 1 milhão de visitantes e abriga 458 espécies, incluindo seis de animais ameaçados de extinção. Neste tempo, já foram registradas 330 reproduções entre os animais que vivem no Bioparque.

O Bioparque Pantanal é o único aquário público do mundo com espécies exclusivas de peixes neotropicais, animais que vivem em águas doces nas Américas do Sul e Central. O local abriga o maior acervo da espécie cascudo já reunido, com 81 espécies provenientes do Pantanal e da Amazônia.