Mais antigo prêmio de jornalismo do mundo anuncia vencedores de 2019

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Redação Portal IMPRENSA*
Concedido desde sua criação, em 1938, pela Universidade Columbia, de Nova York, e considerado o mais antigo prêmio de jornalismo do mundo, o Maria Moors Cabot teve os vencedores da edição 2019 anunciados em 17 de julho.

Crédito:Reprodução

Quatro jornalistas foram premiados pela “excelência da carreira e cobertura do Hemisfério Ocidental, o que favorece o entendimento interamericano”. Eles são Angela Kocherga (especializada em migração e conflitos na fronteira EUA x México), Pedro Xavier Molina (cronista político na Nicarágua), Boris Muñoz (editor de opinião do New York Times em espanhol) e a mexicana Marcela Turati, considerada uma das maiores especialistas na cobertura da guerra das drogas no país.

O prêmio foi criado pelo empresário Godfrey Lowell Cabot. Filantropo de Massachusetts, EUA, e importante colaborador do MIT e da Universidade Harvard, ele criou o prêmio em memória de sua esposa Maria Moors Cabot.
O presidente da Universidade Columbia, Lee C. Bollinger, entregará a medalha Cabot aos jornalistas laureados em 16 de outubro de 2019, em cerimônia na biblioteca da universidade, em Nova York. Cada vencedor recebe também a quantia de US$ 5.000.
A seguir, breve biografia dos ganhadores:
ANGELA KOCHERGA
Norte-americana, Angela Kocherga tem mais de 30 anos de jornalismo e especializou-se na cobertura da fronteira dos EUA com o México. Os conflitos na divisa ao sul dos Estados Unidos são descritos por Korchega na TV, no rádio e na mídia impressa. Foi a 1ª repórter a investigar e explicar como os cartéis de drogas ultrapassavam a fronteira e como a disputa entre eles deixava vítimas nos 2 países. Kocherga levou aos EUA uma visão diferente da propagada pelo atual governo de Donald Trump. Mostrou que os migrantes que tentam de maneira ilegal entrar no território norte-americano não são criminosos, mas famílias humildes que buscam melhor qualidade de vida.
PEDRO XAVIER MOLINA
Molina é 1 dos principais observadores da política nicaraguense. Com 1 humor ácido e 1 enorme talento artístico, oferece há mais de 2 décadas uma visão crítica da relação de países latino-americanos com os Estados Unidos. Vivendo sob o governo opressor de Daniel Ortega, Molina mirou suas sátiras para além do presidente e começou a abordar as violações aos direitos humanos na Nicarágua e em outros países do continente americano.
BORIS MUÑOZ
Editor de Opinião da versão em espanhol do jornal The New York Times, Muñoz rejuvenesceu a página de artigos na língua latina, trazendo novos colunistas com visões mais modernas de mundo. Muitos dos textos publicados na editoria foram traduzidos para a versão em inglês do Times. Venezuelano, o jornalista trabalha há muitos anos nos EUA e decidiu buscar músicos e escritores para contribuir com as opiniões do jornal. A qualidade dos artigos e a adaptação para a página norte-americana do Times criaram uma ponte inédita entre as duas edições. Muñoz criou séries específicas sobre Cuba e Venezuela, além de desenvolver seções especiais para a América Latina e para a Copa do Mundo.
MARCELA TURATI
Turati é uma das mais respeitadas jornalistas mexicanas que cobre a violência desencadeada pelos cartéis de drogas e a luta contra o narcotráfico no país latino-americano. Do ponto de vista das vítimas, ela explora como o derramamento de sangue provocado por esses grupos e a impunidade por parte do governo afetam a sociedade. A jornalista também tem experiência treinando e orientando jornalistas. Defensora da liberdade de imprensa, Turati é co-fundadora da Periodistas de a Pie, 1 grupo social de reportagem, e do Quinto Elemento Lab, que é dedicado a apoiar jornalistas que investigam e publicam histórias infiltrados.