Mais dois jornalistas são assassinados no México e somam 10 casos em 2019

Redação Portal IMPRENSA*
Os jornalistas Jorge Celestino Ruiz, repórter do jornal Gráfico de Xalapa, e Édgar Alberto Nava, diretor e editor do portal de notícias La Verdad de Zihuatanejo, foram assassinados na sexta-feira (2/8) no México.  Na terça-feira, o corpo de Rogelio Barragán, diretor do portal Guerrero Al Instante, foi encontrado com sinais de tortura no porta-mala de um carro abandonado no estado de Morelos.

Crédito:Felix Marquez, AP
Com as mortes, chega a dez o número de jornalistas assassinados no México neste ano, segundo contagem da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Ruiz foi assassinado a tiros em Actopan, no estado de Veracruz, que é marcado pela presença do crime organizado. Ele já teria sido vítima de ataques anteriores e esperava receber proteção do governo de Veracruz. “O promotor investigará por que as medidas de proteção concedidas às vítimas e à sua família, que estavam ativas, não foram aplicadas”, escreveu em  um comunicado o gabinete do promotor estadual.

Já Nava López foi baleado por um motociclista quando ele deixou um evento em uma das principais praias de Zihuatanejo, no estado de Guerrero.

Para o grupo que advoga a favor da liberdade de expressão, Artigo 19, dois assassinatos de jornalistas no mesmo dia e três na mesma semana representam um ataque à liberdade de expressão, além de confirmar a impunidade e a grave crise de segurança para os comunicadores no México, sem uma resposta institucional que garanta a não repetição desses atos.

A organização publicou em seu site um apelo ao presidente Andrés Manuel López Obrador.  “A ARTIGO 19 lembra ao presidente que é sua obrigação abster-se de gerar narrativas que colocam os jornalistas em risco por qualquer meio. De igual modo, deve  agir com urgência para contrariar a grave tendência dos assassinatos de jornalistas, porque até agora, no seu mandato, houve 10 assassinatos de jornalistas”.

Crédito:Reprodução
A Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) destacou as “condições adversas” para o exercício do jornalismo no país. A RSF aponta o México como um dos países mais perigosos do mundo para o exercício da profissão, com mais de 100 jornalistas mortos desde 2000.
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Lile Corrêa

Jornalista, Radialista e Recordista Bi-Mundial incluso no Guinness Book