Mais um jornalista assassinado no México, apesar da promessa de Obrador de derrubar a violência e garantir liberdade de imprensa

Redação Portal IMPRENSA*
Rogelio Barragán, diretor de um portal de notícias que cobria o sul do México, foi encontrado morto na terça, 30 de julho. Especializado em jornalismo policial, Barragán trabalhava no violento estado de Guerrero, sudoeste do país.
Baleado e com sinais de tortura, o corpo foi encontrado no porta-malas de um carro. Embora a polícia não tenha confirmado de imediato a relação entre o assassinato e a profissão de Barragán, o fato de o México ser um dos países mais perigosos do mundo para o trabalho de jornalistas reforça esse vínculo investigativo.

Crédito:Reprodução Noticias24MX.com

Empossado em dezembro último, o presidente mexicano Andres Manuel Lopez Obrador iniciou seu governo prometendo derrubar a violência que ameaça a liberdade de expressão no país. Mas os resultados ainda não apareceram. O grupo de defesa da liberdade de expressão Artigo XIX documentou sete casos de jornalistas mortos apenas nos oito primeiros meses do governo de Obrador.

Um dos jornalistas assassinados nesse período foi Juan Escamilla Bautista, que morreu em 22 de junho, após sofrer um ataque a tiros quatro dias antes. Bautista atuava no jornal Expreso, da cidade de Vitória, capital do estado de Tamaulipas, onde era diretor de redação.

“Descanse em paz com nosso parceiro Rogelio”, publicou Guerrero instantaneamente em sua página no Facebook.

A Associação dos Jornalistas Deslocados do México publicou uma nota condenando o assassinato de Rogelio e os ataques feitos aos jornalistas e à liberdade de imprensa.

Crédito:Reprodução
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Lile Corrêa

Jornalista, Radialista e Recordista Bi-Mundial incluso no Guinness Book