Clube de Imprensa

Morre o jornalista e cineasta Arnaldo Jabor

Morreu na madrugada desta terça-feira (15), em São Paulo, o jornalista, cineasta e cronista Arnaldo Jabor, aos 81 anos. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde dezembro, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). 
“Jabor virou estrela, meu filho perdeu o pai, o Brasil perdeu um grande brasileiro”, escreveu a produtora de cinema Suzane Villas Boas nas redes sociais, ex-esposa do jornalista e mãe do seu filho. 
Durante a carreira, Jabor dirigiu sete longas, dois curtas, dois documentários e foi colunista e comentarista de telejornais na TV Globo. 
Crédito: TV Brasil/Divulgação
Arnaldo Jabor teve um AVC em dezembro
Arnaldo Jabor teve um AVC em dezembro
Em 1967, produziu “Opinião Pública”, seu primeiro longa. É dele também um dos maiores sucessos do cinema brasileiro – “Toda Nudez Será Castigada”. “Eu sei que vou te amar”, 1986, foi indicado para Palma de Ouro de melhor filme no Festival de Cannes. 
Jabor adaptou também “O Casamento”, de Nelson Rodrigues, reconhecido no Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado, além de render o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para Camila Amado. 
“Eu te Amo”, de 1981, consagrou Paulo César Pereio e Sônia Braga no cinema brasileiro. Seu último filme foi “A Suprema Felicidade”, lançado em 2010, e protagonizado por Jayme Matarazzo, Dan Stulbach e Marco Nanini. 
Desde 1991 na TV, ele também escreveu oito livros de crônicas – dois deles, best-sellers, “Amor é prosa”, de 2004, e “Pornopolítica”, em 2006.
Durante a pandemia, ele montou um estúdio em casa para seguir com os comentários no Jornal da Globo. Seu comentário último foi ao ar em 18 de novembro, sobre as suspeitas de interferência no ENEM.