Mortes de jornalistas por covid no primeiro trimestre superam as de 2020, diz Fenaj

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Redação Portal IMPRENSA

Alertando que os dados podem estar subnotificados, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou nesta terça (6), véspera do Dia do Jornalista, novos dados sobre profissionais de imprensa mortos pela covid no Brasil.
Segundo a entidade, o país apresenta o maior número de jornalistas mortos pelo novo coronavírus no mundo:  169 entre abril de 2020 e março de 2021
Crédito: Reprodução

Feito pelo Departamento de Saúde da Fenaj, o levantamento aponta que, deste total, 86 mortes ocorrem nos três primeiros meses deste ano, perfazendo média de 28,6 mortes de jornalistas por mês

Ainda de acordo com o levantamento, o primeiro trimestre de 20201 superou o número de mortes de todo o ano anterior, quando foram registrados 78 óbitos de jornalistas vítimas de covid.
Necropolítica
Para Norian Segatto, diretor do Departamento de Saúde da Fenaj, o triste panorama resulta da “necropolítica do governo federal”. “Os números mostram a urgência de a sociedade se posicionar contra o governo genocida de Jair Bolsonaro”, reforçou.
Os estados com maior número de mortes de jornalistas são Amazonas, Pará e São Paulo, com 19 ocorrências cada, seguido do Rio de Janeiro (15) e Paraná (13).
A maioria dos casos é na faixa etária de homens entre 51 e 70 anos. As jornalistas mulheres representam 9,8% das vítimas fatais.
“Assim com os profissionais da saúde, a categoria dos Jornalistas também está se sacrificando para garantir informação de qualidade para a população brasileira. Os números são alarmantes, mas vamos continuar cumprindo nosso papel, porque informação verdadeira também ajuda a salvar vidas”, afirma Maria José Braga, presidenta da Fenaj.