Na semana do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, Washington Post destaca casos críticos de jornalistas

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A Parceria para a Liberdade de Imprensa do Washington Post lançou nesta segunda-feira (27/04) uma campanha publicitária destacando jornalistas de todo o mundo que atualmente estão detidos ou perseguidos por suas reportagens.

A campanha vai até o dia 3 de maio, no Dia Mundial de Liberdade de Imprensa, e será publicada no meio impresso e nos digitais.

Crédito:Reprodução The Post
“Em um momento em que a liberdade de informação é mais importante do que nunca, precisamos garantir que os jornalistas possam divulgar as notícias livremente, sem medo de perseguição”, diz Frederick J. Ryan Jr., editor e CEO do The Post.

Os jornalistas que serão destacados são: Austin Tice, dos Estados Unidos; Claudia Duque da Colômbia; Azimjon Askarov, do Quirguistão; Solafa Magdy, do Egito; e Iwacu, do Burundi.

“Os jornalistas destacados nesta campanha publicitária estão enfrentando ameaças de assassinato, detenção e sentenças de prisão perpétua simplesmente por fazerem seu trabalho – denunciar a verdade e responsabilizar os poderosos”, afirma o CEO do The Post.

A Parceria para a Liberdade de Imprensa é uma iniciativa do The Post para promover a liberdade de imprensa e conscientizar os direitos dos jornalistas de todo o mundo que estão em busca da verdade.

Conheça o histórico dos jornalistas em destaque:

Austin Tice: Em maio de 2012, Austin Tice foi para a Síria como jornalista freelancer, contar a história do conflito em curso no país e seu impacto na vida de pessoas comuns da Síria. Em agosto de 2012, Austin seguia para o sul de Damasco quando foi detido em um posto de controle e está na Síria desde então.
Claudia Duque: Jornalista colombiana, Claudia teme por sua vida e de sua família em meio às ameaças orquestradas pelo governo, após revelar corrupção dos membros do Exército e de políticos na Colômbia.

Azimjon Askarov: Após documentar violações dos direitos humanos em sua cidade natal no Quirguistão, em meio a surtos de violência étnica na região, Askarov foi acusado de incitação e ódio étnico e condenado à prisão perpétua. Seu apelo final ao tribunal está agendado para maio de 2020.

Solafa Magdy: Jornalista freelancer multimídia, fez reportagens sobre política e direitos humanos e contribuiu para o último jornal independente do Egito, Mada Masr. Ela foi detida e acusada de pertencer a um grupo proibido e de espalhar notícias falsas.

Jornalistas de Iwacu, Burundi: As repórteres Christine Kamikazi, Agnès Ndirubusa e Egide Harerimana, além do fotojornalista Térence Mpozenzi, foram presos enquanto entrevistavam cidadãos locais sobre confrontos entre seguranças e pistoleiros que haviam atravessado a República Democrática do Congo.  Eles foram condenados por tentativa de minar a segurança do Estado e sentenciados a 2,5 anos de prisão.