No Reino Unido, comitê avança em direção a plano nacional para a segurança de jornalistas

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No Reino Unido, comitê avança em direção a plano nacional para a segurança de jornalistas

Redação Portal Imprensa*

No momento em que o mundo vive a pandemia de coronavírus e o jornalismo enfrenta mais uma batalha contra desinformação, violência e intimidação, foi realizada a primeira reunião do Comitê Nacional para a Segurança dos Jornalistas no Reino Unido.

Crédito:Reprodução / Pexels
jornalistas

O encontro ocorreu no último dia 13 de julho, com a participação dos ministros de Estado de Mídia e Dados e da Salvaguarda, além de representantes de entidades de jornalistas. O objetivo do Comitê é desenvolver um Plano de Ação Nacional para a Segurança de Jornalistas.

O plano terá que estabelecer uma estrutura para proteger os profissionais de agressões e ameaças. Serão realizadas duas reuniões por ano para monitorar o progresso na área.

Punição

Um dos pontos que chamam atenção no plano é a criação de ferramentas que garantam a responsabilização daqueles que ameaçam os profissionais de imprensa. O plano examinará as proteções atuais oferecidas aos jornalistas do Reino Unido e considerará como trabalhar em conjunto para desenvolver os pontos fortes existentes.

O Comitê foi criado no ano passado por recomendação da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) feita aos seus Estados membros, um total de 57 países distribuídos na Europa, Ásia e América do Norte. O Brasil não faz parte do grupo.

A OSCE é a maior organização intergovernamental orientada para a segurança do mundo, e trata desde questões como controle de armas e promoção dos direitos humanos à liberdade de imprensa e eleições justas.

Iniciativa deve virar referência

Entre as competências do Comitê estão fazer recomendações ao governo, apoiar a liberdade de imprensa no Reino Unido, e incentivar todos os governos da Conferência Global para a Liberdade de Mídia a se comprometerem com o desenvolvimento de um Plano de Ação Nacional.

Durante o primeiro encontro do grupo, o ministro de Mídia e Dados, John Whittingdale, disse: “O Reino Unido esteve na vanguarda da campanha global pela liberdade de mídia, mas também é essencial que se promova a segurança dos jornalistas ‘em casa’. O aumento da desinformação durante a pandemia destacou mais uma vez o valioso papel desempenhado pelos jornalistas. Devemos fazer todo o possível para garantir que eles possam realizar isso livre de ameaças e intimidações”.

Rebecca Vincent, diretora de campanhas internacionais do Repórteres Sem Fronteiras, considerou que o avanço desse tipo de ação é valioso no momento atual do jornalismo. “Temos o prazer de ver esse Comitê avançar no momento em que os jornalistas estão enfrentando riscos maiores do que nunca. Esperamos ansiosamente trabalhar com o Comitê para garantir melhores proteções para jornalistas em todo o Reino Unido – e que o governo do Reino Unido esteja liderando o exemplo em seus esforços para defender a liberdade de mídia em todo o mundo”.

Michelle Stanistreet, secretária geral da União Nacional de Jornalistas (NUJ) do Reino Unido, defendeu o fim da impunidade aos ataques contra a imprensa. “Os ataques a jornalistas estão aumentando no Reino Unido e no mundo. Cada vez mais a imprensa é assediada e atacada durante o trabalho. O jornalismo irrestrito é uma parte vital da nossa democracia e a NUJ espera trabalhar com o comitê para proteger uma mídia livre e acabar com a impunidade de crimes contra jornalistas”.